Antes do cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou a população iraniana. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, escreveu o líder americano na rede Truth Social.
A publicação se referia ao prazo estabelecido na terça-feira (7), em que Teerã deveria fechar um acordo com os EUA e reabrir o Estreito de Ormuz, ou sofreria as consequências da ameaça.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. […] Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, escreveu Trump na rede Truth Social.
No entanto, o presidente dos EUA adiou o prazo e estabeleceu um cessar-fogo temporário com o Irã poucas horas depois do fim do prazo, suspendendo ataques por duas semanas.
Além disso, na quarta-feira (8), um dia após o anúncio de cessar-fogo entre Washington e Teerã, Israel realizou seu ataque mais letal contra o Líbano, matando centenas de pessoas e colocando à prova a fragilidade do acordo.
Os ataques revelaram uma diferença-chave e potencialmente crucial na compreensão do cessar-fogo entre os dois lados: enquanto o Irã afirma que o Líbano faz parte “inseparável” do acordo de cessar-fogo, Israel e os EUA insistem que não.
Neste sábado (11), as partes se reúnem para negociações mediadas pelo Paquistão.
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