O filho da porta-voz de língua inglesa dos iranianos envolvidos no ataque à Embaixada dos EUA em Teerã, no Irã, em 1979, deve ser deportado dos EUA, juntamente com a esposa e o filho, anunciou o Departamento de Estado neste sábado (11).
O anúncio do Departamento de Estado citou diretamente os laços familiares de Eissa Hashemi com Masoumeh Ebtekar, que também serviu como vice-presidente do Irã para assuntos femininos, sendo essa a razão por trás da revogação do seu green card.
Hashemi, a esposa e o filho estão agora sob custódia do Departamento de Imigração e Alfândega aguardando a remoção dos EUA.
Ebtekar ganhou notoriedade durante a crise dos reféns no Irã, quando comunicou as mensagens e exigências dos militantes iranianos que mantiveram vários diplomatas e civis dos EUA como reféns durante mais de um ano, o que lhe valeu o apelido de “Maria Gritante”.
“A família dela nunca deveria ter sido autorizada a beneficiar do privilégio extraordinário de viver no nosso país”, escreveu o secretário de Estado Marco Rubio no X.
A medida ocorre uma semana depois que o ICE prendeu a sobrinha do comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica assassinado, Qasem Soleimani, junto com sua filha.

