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Epic Games Store chega ao iPhone no Brasil com Fortnite e mais um jogo

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Epic Games Store chega ao iPhone no Brasil com Fortnite e mais um jogo

A dona de Fortnite lançou nesta quinta-feira (30) a Epic Games Store para iPhones no Brasil, após anos de batalhas judiciais e acusações de monopólio contra a Apple. A loja pode ser baixada no site da Epic Games Store pelo navegador e disponibilizará apenas dois jogos neste primeiro momento: Fortnite e Rocket League Sideswipe.

O Brasil é a terceira região onde a Epic Games Store estará disponível para iOS. Em 2024, a produtora conseguiu disponibilizar o battle royale, além de Fall Guys e Rocket League Sideswipe, no iOS na União Europeia, tanto em lojas independentes quanto na própria plataforma da Epic. Neste ano, a empresa conseguiu lançar a Epic Games Store para iOS no Japão.

Apesar da importante conquista para expandir ainda mais sua plataforma digital, a Epic Games argumenta que a Apple elaborou de maneira intencional políticas para minar a concorrência de launchers terceiros e limitar opções aos consumidores. "A empresa impõe taxas anticompetitivas à distribuição de aplicativos de terceiros, exibe telas de aviso que tornam o processo de instalação oneroso e proíbe que lojas alternativas sejam lançadas em iPads", diz um comunicado enviado à imprensa.

A companhia ainda alega que a Apple impõe um fluxo de instalação que envolve nove etapas para lojas de aplicativos de terceiros no Brasil, o que pode dificultar e/ou desencorajar o usuário. Ou seja, é necessário passar por nove etapas para conseguir acessar a loja da Epic Games.

A empresa destaca que, quando a Epic Games Store chegou ao iOS na União Europeia, os usuários precisavam passar por 15 etapas para instalar o launcher, fluxo reduzido para seis após pressões regulatórias contra a Big Tech. "Após essa mudança, a Epic viu uma queda de 60% na desistência de jogadores durante as tentativas de instalar a Epic Games Store", destaca a companhia.

Em coletiva de imprensa, o CEO da Epic Games, Tim Sweeney, destacou como a Apple desestimula desenvolvedores terceiros a lançar jogos e aplicativos no iOS fora da App Store, o que justifica a presença de apenas dois títulos na Epic Games Store para iPhone no Brasil.

Entre as medidas adotadas pela Maçã estão taxas para transações realizadas fora da App Store, que variam de 5% a 21% e que, segundo a Epic, dificultam a "verdadeira concorrência nos iPhones".

"Os desenvolvedores são forçados a compartilhar informações comerciais sigilosas com a Apple e arcar com um custoso trabalho de desenvolvimento para atender aos requisitos. Estamos lançando apenas nossos próprios jogos para começar, enquanto trabalhamos para implementar esses requisitos".

Vitória da Epic Games no iPhone abre precedente para lojas de consoles

A chegada da Epic Games Store no iPhone ao Brasil acontece em um momento de virada para as plataformas de games em todo o mundo. Desde que a Sony anunciou o fim da produção de jogos em mídias físicas para o PlayStation a partir de 2028, muito se discute sobre o ambiente digital criado por empresas de ecossistemas fechados.

Nintendo, Microsoft e Sony oferecem apenas uma opção de compra digital para os jogadores em seus respectivos consoles. A tática, questionada por usuários como possível monopólio, se assemelha à barreira imposta pela Apple no iOS, algo que tem sido enfrentado pela Epic Games desde 2018.

Propaganda da Epic Games contra Apple

Durante a coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (29), o Canaltech perguntou a Tim Sweeney se as batalhas judiciais da Epic Games contra a Apple poderiam motivar uma retaliação ao modelo de negócios praticado por lojas digitais nos consoles.

Para o CEO, os modelos de negócios praticados por Apple e Google são altamente lucrativos e, portanto, bem diferentes do que vemos nos consoles.

"Eles obtêm muito lucro com seu hardware e, por isso, forçam os desenvolvedores a pagarem essas taxas abusivas em virtude do seu controle. É uma situação completamente diferente nos consoles. Os consoles são frequentemente vendidos abaixo do seu custo real", disse o CEO à reportagem do Canaltech.

Um exemplo claro é a atual situação do XBOX, que tem sofrido prejuízo de US$ 150 por unidade do XBOX Series comercializada, segundo reportagem do Windows Central. "Se você olhar para as notícias do XBOX, com algumas notícias tristes recentemente, você vê que os consoles frequentemente vendem hardware abaixo do custo real e depois o subsidiam por meio da venda de software."

A Epic Games entende que o objetivo e as práticas de negócios das fabricantes de consoles "ultimamente servem ao consumidor e são justas entre si", por isso "não temos nenhum problema com o que eles fazem", explicou Sweeney.

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Um exemplo citado pelo CEO para demonstrar a parceria entre a Epic Games e o trio Sony, Microsoft e Nintendo está no caso do crossplay de Fortnite em 2018. Na época, a Sony estava bloqueando jogadores de PlayStation de jogar o Battle Royale com usuários de XBOX. "Nós discutimos com eles por meses sobre isso e eles resolveram."

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