O esforço do YouTube para combater vídeos de baixa qualidade feitos por IA teve um efeito colateral: criadores de conteúdo que não mostram o próprio rosto nos vídeos alegam queda no engajamento e na monetização, de acordo com reportagem do site The Hollywood Reporter.
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Muitos dos vídeos gerados por IA envolvem uma narração de fundo, mas não mostram a imagem da pessoa. Por conta disso, youtubers que ficavam no “anonimato” relataram queda no faturamento e começaram a mostrar uma pessoa, mesmo que não seja o deles.
A reportagem aponta uma solução encontrada pelos canais: contratar apresentadores freelancers para aparecerem nos vídeos. Dessa forma, o conteúdo poderia “driblar” o algoritmo e não ser interpretado como vindo de uma inteligência artificial.
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O YouTube não comentou o tema.
Domínio dos vídeos de IA
Não é difícil navegar num feed de vídeos e encontrar um conteúdo que conta apenas com uma narração (às vezes feita por um bot). O cenário é comum e impulsionado por ferramentas de conversão de texto para vídeo, o que facilita a publicação em massa desses materiais.
O fundador da Higgsfield AI (plataforma que oferece essa ferramenta), Alex Mashrabov, já comentou que os vídeos feitos com IA sem mostrar os locutores são “uma nova categoria emergente em que empreendedores e contadores de histórias podem brilhar”.
A enxurrada de conteúdos do tipo também chega aos algoritmos de recomendação. Um estudo do Kapwing, publicado no ano passado, identificou que 21% dos vídeos exibidos no Shorts para uma conta nova no YouTube podem ser classificados como “slop” (post de baixa qualidade).
O combate à prática está entre as principais metas do YouTube para este ano. O CEO da empresa, Neal Mohan, já destacou que a tecnologia pode ser uma importante ferramenta para expressão, mas entende que há uma necessidade de evitar conteúdos muito superficiais.
Leia a matéria no Canaltech.

