Agentes de inteligência artificial (IA) entraram no radar de curto prazo das empresas brasileiras. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), 40% das companhias já realizam investimentos nessa tecnologia, enquanto outras 33% pretendem iniciar projetos nos próximos 12 meses.
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Revelada nesta segunda-feira (15), a segunda parte do estudo “Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2026” feito com dados da IDC mostra que os agentes e a IA generativa lideram a agenda estratégica das empresas brasileiras para 2026, temas apontados como prioridade por 53% dos executivos.
O destaque ocorre em meio a uma tendência global na adoção de recursos de IA. O conselheiro da ABES e responsável pelo estudo, Jorge Sukarie Neto, pontua que os agentes ocupam um papel cada vez mais relevante na automação de processos, na produtividade e na geração de novos modelos de negócio.
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“Os dados mostram que as empresas brasileiras avançaram da fase de experimentação para a implementação prática da Inteligência Artificial”, afirma.
Apesar do avanço, o uso de inteligência artificial em escala corporativa ainda enfrenta desafios. Entre os principais obstáculos para a adoção da tecnologia estão a qualidade dos dados, modernização de sistemas legados, governança, escalabilidade dos projetos e escassez de profissionais especializados.
Segurança da informação e segurança em nuvem aparecem na sequência entre as prioridades das empresas, com 41%, acompanhadas por inteligência artificial e machine learning, com 35%. Infraestrutura de nuvem e Big Data e Analytics também vigoram entre os temas em destaque, ambos com 24%.
US$ 35,4 bilhões
Além da corrida por agentes de IA, o estudo mostra que o Brasil encerrou 2025 com mais de 40 mil empresas atuando nos segmentos de software e serviços. Neste período, o segmento movimentou US$ 35,4 bilhões, aproximadamente R$ 180 bilhões em conversão direta.
O setor financeiro aparece como o maior consumidor de tecnologia no país, responsável por 25,4% do mercado de software e serviços. Na sequência estão Serviços e Telecomunicações, com 24,3%, e Indústria, com 19,5%.
O levantamento também aponta que o ecossistema brasileiro de software e serviços segue concentrado em pequenos negócios. Das empresas identificadas, seis em cada dez microempresas e quase 30% são pequenas empresas.
Médias empresas representam 3,4% do mercado, enquanto grandes organizações correspondem a 2,3%.
Distribuição nacional
A pesquisa também indica uma distribuição regional mais ampla dos investimentos em tecnologia, embora o Sudeste ainda concentre a maior parte dos aportes nacionais em TI, com 62,37% do total em 2025.
Antes, em 2012, a região acumulava 65% dos investimentos.
As regiões Sul e Centro-Oeste aparecem na sequência, com aproximadamente 15% e 10%, respectivamente. A menor concentração se concentra no Nordeste, com 7,70%, e Norte, com 3,12%.
“Observamos um mercado de tecnologia cada vez mais distribuído regionalmente e sustentado por um ecossistema robusto de empresas inovadoras”, destaca o conselheiro da ABES.
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