O mercado global de PC tem passado por reajustes de preços por conta da atual crise. A Lenovo, uma das maiores fabricantes do mundo, planeja um aumento generalizado de preços em todo o seu portfólio a partir de julho de 2026. O reajuste deve começar logo após o festival de compras "618" na China e afetará notebooks, desktops, tablets, smartphones, monitores e acessórios.
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Segundo a imprensa chinesa, a alta seguirá o padrão de reajustes anteriores da empresa, o que significa que alguns computadores e notebooks podem registrar aumentos superiores a 1.000 yuans (cerca de US$ 150). Este será o segundo grande aumento da Lenovo no ano, que já havia elevado os preços de varejo de vários modelos em março. A empresa já orientou seus distribuidores a garantirem estoques antes que a nova tabela oficial comece a valer.
Lenovo já havia feito reajustes em 2026
O motivo por trás do encarecimento é a escalada nos preços das memórias DRAM (memória RAM) e NAND (SSD), impulsionada pela alta demanda de data centers de IA. Segundo dados do TrendForce, o aumento acumulado no mercado dessas memórias já ultrapassou os 300%. Em maio de 2026, o preço médio de uma memória padrão para PC (8Gb DDR4) atingiu o recorde histórico de US$ 20.
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💸 Brace your wallets. A new round of PC price hikes could be coming in 2H26. https://t.co/smHL7AD0O7
— TrendForce (@trendforce) June 10, 2026
Essa crise de custos sufoca a indústria. Estimativas recentes apontam que as envios globais de notebooks devem cair 13% em 2026, um recuo maior do que os 9,4% previstos no início do ano, e aida existe a possibilidade de essas estimativas piorarem, já que a própria indústria diz que a situação não melhora antes de 2028.
A Lenovo não está sozinha. A Dell também iniciou movimentos de alta nos preços, encarecendo seus PCs entre 10% e 30%, além de aplicar reajustes de até 40% em servidores. A expectativa é que outras gigantes da indústria entrem nessa onda até julho.
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