A OpenAI está estudando reduzir o preço cobrado de empresas que usam seus modelos de inteligência artificial. Segundo o The Wall Street Journal, a dona do ChatGPT avalia diminuir o custo dos tokens, unidades usadas para calcular o consumo de IA, como forma de conter o avanço da rival Anthropic, cuja plataforma Claude vem ganhando espaço entre desenvolvedores e clientes corporativos.
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A ideia é reduzir os custos para empresas que usam IA em programação, automação e produtividade. A OpenAI quer se antecipar a possíveis cortes de preços da Anthropic e evitar perder espaço no mercado corporativo. A concorrência é mais forte na área de programação, em que as ferramentas Claude Code e Codex disputam os mesmos clientes.
A estratégia evidencia uma nova fase da corrida da inteligência artificial, na qual preço e custo operacional são fatores tão importantes quanto a qualidade dos modelos. No entanto, descontos agressivos podem pressionar ainda mais as finanças das empresas do setor, que continuam investindo bilhões de dólares em infraestrutura, treinamento e processamento de IA.
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OpenAI e Anthropic também se preparam para IPO
A movimentação acontece em paralelo aos preparativos da OpenAI e da Anthropic para suas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs). A expectativa é que ambas as empresas tentem captar recursos de investidores institucionais ainda neste ano, em meio à crescente competição no mercado de inteligência artificial.
A corrida pelo mercado de IA também se reflete nos números das duas empresas. Nesse cenário, a Anthropic vive um momento financeiro mais favorável. Após uma nova rodada de financiamento, a companhia alcançou valor de mercado de US$ 965 bilhões e ultrapassou a OpenAI, avaliada entre US$ 730 bilhões e US$ 852 bilhões.
Além disso, a Anthropic projeta começar a gerar lucro já em 2026, enquanto a criadora do ChatGPT segue enfrentando perdas bilionárias. Em 2024, a OpenAI teve prejuízo de US$ 5 bilhões, mesmo com uma receita de US$ 3,7 bilhões. A empresa também gasta cerca de US$ 1 bilhão por mês para manter e desenvolver seus modelos de inteligência artificial, que exigem uma enorme quantidade de processamento.
Com o IPO, a OpenAI pretende levantar recursos para sustentar a evolução de seus modelos e ampliar sua presença global.
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