O mercado de controles para Android e iOS mudou bastante nos últimos anos. O que antes era visto como um acessório adaptativo para poucos usuários agora se consolidou como uma categoria própria de hardware, com soluções voltadas para diferentes perfis de jogadores.
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O apresentador Adriano Ponte destacou essa evolução durante o CNN Tech. Segundo ele, a transformação passa tanto pela ergonomia dos dispositivos quanto pelas tecnologias de conexão e pela forma como os jogos lidam com controles externos.
Enquanto as soluções mais antigas apenas simulavam toques na tela, os produtos atuais se dividem principalmente em duas categorias.
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De um lado estão os gamepads tradicionais, que priorizam a versatilidade e funcionam em diferentes plataformas. Do outro, os grips telescópicos, que envolvem o smartphone e oferecem uma experiência mais próxima da encontrada em consoles portáteis.
O fim do atraso nos comandos
A escolha do modelo ideal depende de alguns fatores importantes. Os controles com Bluetooth convencional atendem bem quem joga casualmente, mas a latência pode se tornar um problema em partidas competitivas, nas quais qualquer atraso entre o comando e a resposta do jogo faz diferença.
Para contornar essa limitação, fabricantes apostam em conexões USB-C diretas, que reduzem a latência e garantem respostas mais rápidas. Alguns modelos avançados também utilizam adaptadores proprietários de 2,4 GHz, tecnologia que busca reproduzir no ambiente móvel a mesma estabilidade encontrada em PCs.
Durante o programa, Adriano apresentou um controle tradicional que oferece diferentes opções de conectividade. O modelo conta com um botão traseiro para alternar entre Bluetooth, conexão direta e adaptador sem fio, além de suportes que permitem acoplar o smartphone acima dos analógicos.
O desafio da compatibilidade
Apesar da evolução do hardware, a compatibilidade continua sendo um dos principais desafios da categoria. Durante uma demonstração de Brawl Stars, por exemplo, o controle apresentou falhas de resposta mesmo estando pareado e com o mapeamento ativado.
O episódio serviu para ilustrar uma limitação comum do mercado. Nem todos os jogos para celular oferecem suporte nativo a controles externos, o que obriga muitos usuários a recorrerem a aplicativos de terceiros para mapear os botões físicos sobre os comandos virtuais exibidos na tela.
Essa camada extra de software pode causar falhas, travamentos e inconsistências durante a jogatina. Como exemplo de implementação mais refinada, Adriano citou Zenless Zone Zero, que já conta com suporte nativo para diferentes layouts de controle e oferece uma experiência mais fluida.
Qual modelo comprar?
Os modelos mais completos de marcas consolidadas costumam custar cerca de R$ 400, especialmente no segmento dos grips telescópicos com componentes magnéticos e acabamento mais sofisticado.
Quem deseja gastar menos encontra alternativas importadas na faixa de R$ 100 a R$ 150. Embora normalmente apresentem construção mais simples e menor durabilidade, esses modelos podem ser uma boa porta de entrada para quem ainda não sabe qual tipo de conexão ou formato prefere utilizar.
A recomendação do especialista é começar por um equipamento mais acessível e avaliar a compatibilidade com os jogos mais utilizados. Caso a experiência seja positiva, o investimento em um modelo mais avançado passa a fazer mais sentido e reduz as chances de arrependimento na compra.
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