O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (3) que a economia brasileira deverá voltar a surpreender positivamente no segundo trimestre de 2026.
“Deveria aguardar um segundo trimestre na mesma linha. Muita gente estava pessimista, dizendo que viria ruim. Vamos de novo surpreender no segundo trimestre de 2026”, declarou durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto.
Durigan foi o terceiro integrante do governo a discursar no encontro, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
Durante sua apresentação, o ministro fez um balanço das ações da gestão federal e afirmou que o governo contribuiu para reconstruir “um país soberano e democrático”.
“Estamos honrando com o nosso trabalho esse país que é altivo, que não tem que baixar a cabeça para ninguém, respeita sua população e a dos demais países do mundo”, disse.
Segundo Durigan, o Brasil voltou a se consolidar como uma economia forte e resiliente.
“Isso me dá um orgulho enorme, porque nossa economia voltou a ser pujante. Não é um trabalho simples”, afirmou.
O ministro também relembrou o cenário econômico e político enfrentado pelo governo no início do mandato.
“Desafios começaram antes de Lula tomar posse. Em 2022 e em 2023, tivemos ameaça à democracia, ataques às instituições e ceticismo na economia que há algum tempo eu não via. Diziam que o Brasil ia quebrar e o dólar ia estourar. Hoje o dólar está mais baixo do que quando Lula assumiu”, declarou.
Durigan afirmou que o crescimento econômico superou as expectativas do mercado.
“Mesmo com todos esses desafios, constituímos um país forte, democrático e soberano, e uma economia resiliente e forte. Não tem voo de galinha no Brasil nos mandatos de Lula. As taxas de crescimento superaram em muito todas as projeções do mercado brasileiro”, disse.
Ele também destacou o comportamento da inflação durante o atual governo.
“A inflação em um mandato presidencial nunca foi tão baixa, nunca esteve tão estável e sob controle. Vamos fechar os quatro anos do mandato com inflação abaixo de 5%, o que é fantástico. Isso é benefício para as pessoas”, afirmou.
Visão estrangeira
Durigan afirmou que o Brasil é visto internacionalmente como um país com grande potencial de contribuição e destacou a necessidade de manter a estabilidade econômica sem deixar de atender a população mais vulnerável.
“Temos compromisso de ter economia estável, com crescimento sustentável, que mantenha o seu compromisso histórico de melhorar a vida das pessoas e de quem mais precisa, com mais investimentos, com mais proteção social. Sem descuidar para que o país tenha a sua economia forte, emita a dívida no exterior e seja respeitado por todos os países por onde a gente vai, seja abrindo mercados ou participando de todos os fóruns internacionais. O mundo olha para o Brasil como um país de fronteira que tem muito que contribuir”, afirmou.
O ministro também anunciou que a equipe econômica pretende trabalhar para ampliar, nos próximos anos, o limite de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual), permitindo a contratação de mais trabalhadores.
“Vamos trabalhar para que, nos próximos anos, o MEI aumente o patamar do limite e as pessoas possam contratar mais uma pessoa”, disse.
Efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã
Durante a reunião ministerial, Durigan afirmou que o governo tem adotado medidas para reduzir os impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre a economia brasileira.
“O Brasil não vai ser sócio dessa guerra. Nós vamos usar a economia forte que fomos construindo com o tempo, uma economia resiliente que tem combustíveis sustentáveis, para proteger a nossa população. Tudo o que for possível ser feito, como nós já temos feito, para proteger o impacto da guerra na população brasileira está sendo feito e continuará sendo feito”, declarou.
Segundo o ministro, as ações para mitigar os efeitos do conflito continuarão sendo conduzidas pelo Executivo, com foco na proteção da população e na preservação da estabilidade econômica.
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