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Starlink no celular: 46% dos aparelhos terão conexão até 2030, indica projeção

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Starlink no celular: 46% dos aparelhos terão conexão até 2030, indica projeção

Starlink no celular é uma realidade cada vez mais próxima. Nesta quarta-feira (29), o Relatório de Conexão via Satélite para Smartphones, da Counterpoint Research, estimou que 46% dos aparelhos terão conexão via satélite até 2030, marcando uma mudança no setor mobile. A expansão inicial da conectividade via satélite está sendo liderada por dispositivos premium. 

Fabricantes como Apple, Samsung e Google estão à frente na adoção, seja com soluções proprietárias ou por meio de parcerias estratégicas.

O destaque inicial foi o iPhone 14, que introduziu a função de comunicação via satélite em 2022. Desde então, outras marcas passaram a integrar o recurso, ampliando a concorrência e acelerando o desenvolvimento do ecossistema.

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O relatório aponta que acordos entre operadoras e empresas de tecnologia têm sido fundamentais para viabilizar a conectividade. Nos Estados Unidos, iniciativas envolvendo T-Mobile e SpaceX, além de parcerias com operadoras de satélite, ajudaram a posicionar a América do Norte como líder na adoção.

Empresas de semicondutores como Qualcomm vêm liderando o desenvolvimento de chips compatíveis com NTN, enquanto concorrentes como MediaTek ampliam a competição e contribuem para a popularização da tecnologia.

Desafios para adoção em massa

Satélite da Starlink, que deve estar presente em cada vez mais celulares (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Apesar do avanço, o estudo destaca limitações importantes. Atualmente, os principais usos da conectividade via satélite em smartphones ainda se restringem a funções básicas, como SOS e envio de mensagens.

A falta de aplicações mais atrativas é um dos fatores que ainda impedem a adoção em massa, especialmente em aparelhos intermediários. Segundo a análise, a evolução dos padrões tecnológicos deve ser essencial para destravar esse crescimento nos próximos anos.

A expectativa é que futuras atualizações dos padrões de conectividade ampliem as possibilidades de uso, permitindo maior integração com redes móveis tradicionais. Com isso, a tecnologia tende a se expandir para além do segmento premium.

O relatório também aponta oportunidades para novos modelos de negócio, com empresas como Amazon explorando a conectividade como serviço. No cenário projetado, soluções como as da Starlink podem se tornar cada vez mais comuns no cotidiano dos usuários, redefinindo o conceito de cobertura móvel global. E já que é assim, vale ver quais celulares vão funcionar com Starlink sem antena.

Leia a matéria no Canaltech.

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