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Acabou o amor: OpenAI confirma "fim do romance" exclusivo com a Microsoft

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Acabou o amor: OpenAI confirma "fim do romance" exclusivo com a Microsoft

A OpenAI e a Microsoft reestruturaram a parceria entre ambas as empresas nesta segunda-feira (27). O acordo prevê um novo prazo para oferecer acesso às tecnologias e mudanças na exclusividade da MS com os novos modelos da empresa de IA — o que pode beneficiar a Amazon.

A nota conjunta assinada pelas companhias afirma que o acordo “simplifica a parceria e a forma em que trabalhamos juntos, baseado em flexibilidade, certeza e foco em entregar os benefícios de IA amplamente”, enquanto a maior previsibilidade permite que as companhias consigam “perseguir novas oportunidades”.

O que muda?

O novo acordo tem os seguintes pilares:

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  • A Microsoft ainda é considerada a parceira primária de nuvem da OpenAI. Os novos produtos da criadora do ChatGPT chegam primeiro ao Azure, a não ser que a Microsoft não queira usá-los;
  • A OpenAI agora tem liberdade para distribuir produtos através de qualquer provedor de nuvem;
  • A Microsoft mantém o licenciamento de propriedade intelectual da OpenAI para modelos e novos produtos até 2032, mas isso não garante exclusividade;
  • A Microsoft não precisa mais pagar participação nos lucros para a OpenAI;
  • A OpenAI ainda terá que pagar participação nos lucros para a Microsoft até 2030 com a mesma porcentagem já determinada, mas sujeito a um valor máximo;
  • A Microsoft permanece como uma das principais acionistas da OpenAI.

Em resumo, a Microsoft perdeu algumas vantagens de exclusividade que tinha sobre a OpenAI, principalmente na distribuição em nuvem.

Parceria reduz bastante a exclusividade da Microsoft, mas empresa ainda é uma das principais investidoras da OpenAI (Imagem: Reprodução/OpenAI)

Bom para OpenAI, Microsoft e… Amazon

De forma geral, o acordo parece ser agradável para todas as partes e coloca panos quentes nos atritos mais recentes entre OpenAI e Microsoft.

A criadora do ChatGPT ganha mais flexibilidade para negociar com outras provedoras de tecnologia em nuvem enquanto também amplia esforços para ter seus próprios data centers. Além disso, reduz a dependência da MS para futuros investimentos.

Por outro lado, a Gigante de Redmond teve qu ceder alguns aspectos importantes, mas ao mesmo tempo deixa de pagar participação em lucros para a parceira e ainda consegue ter um certo domínio sobre novos produtos de IA. 

Quem também sai feliz é a Amazon: a empresa tinha um acordo para investir US$ 50 bilhões na OpenAI e ainda ofereceria um serviço específico de IA pela plataforma de nuvem Bedrock. O anúncio gerou um atrito com a MS, que cogitou uma ação jurídica, segundo o site The Information.

A parceria revisada abre caminho para que o negócio com a Amazon aconteça sem brechas e foi celebrada pelo CEO da gigante do varejo, Andy Jassy.

“Anúncio muito interessante da OpenAI esta manhã. Estamos animados para disponibilizar os modelos da OpenAI diretamente aos clientes no Bedrock nas próximas semanas, junto com o próximo Ambiente de Execução com Estado. Com isso, os construtores terão ainda mais opções para escolher o modelo certo para o trabalho certo”, comentou em seu perfil oficial no X.

Leia a matéria no Canaltech.