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Às vésperas das convenções, Lula e Flávio correm para fechar palanques

Metrópoles(há cerca de 1 hora)
Às vésperas das convenções, Lula e Flávio correm para fechar palanques

Às vésperas do início do prazo para a convenção partidária, os dois nomes na dianteira da corrida ao Palácio do Planalto ainda enfrentam indefinições para fechar palanques importantes. Embora tenham avançando em algumas unidades da Federação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda correm para definir nomes em sete estados.

A convenção partidária, que tem prazo estipulado entre 20 de julho e 5 de agosto, é o período em que os partidos e seus filiados se reúnem para definir candidatos para as eleições. Após a definição, as legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar o pedido de candidatura do nome escolhido para o cargo escolhido.

Enquanto o prazo para uma definição se aproxima, os pré-candidatos pelo PT e pelo PL ainda correm para fechar alianças e consolidar palanques estaduais. A montagem das candidaturas aos governos estaduais é considerada peça-chave para impulsionar as campanhas presidenciais.

Embora Lula e Flávio ainda enfrentem indefinições, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem vantagem sobre o Partido Liberal (PL) nos arranjos estaduais. Levantamento feito pela reportagem mostra que Lula avança nas negociações em Goiás e tem apenas Minas Gerais sem qualquer definição para o pleito de outubro.

Já o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda enfrenta impasses em Minas, Amapá, Pernambuco, Alagoas, Maranhão e Espirito Santo.


Lula e Flávio avançaram três em estados

  • Lula e Flávio Bolsonaro ainda correm para fechar palanques estaduais em busca de apoio para disputa presidencial.
  • Nas últimas semanas, Lula avançou nas negociações em dois estados, restando apenas Minas Gerais sem qualquer definição de palanque.
  • Após meses de indefinição, o petista chegou a consenso em Tocantins e vai apoiar a pré-candidatura de Laurez Moreira (PSD).
  • O petista também avançou nas negociações em Goiás e deve apoiar Adriana Accorsi (PT) para o governo do estado. Com os avanços, apenas Minas Gerais segue indefinido para o Partido dos Trabalhadores (PT).
  • Flávio Bolsonaro também desatou nós nas últimas semanas em meio as negociações no estado de Espírito Santo.
  • Embora ainda não tenha sido anunciado, o Partido Liberal (PL) avança em um acordo com o Republicanos para apoiar o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), como governador de Espírito Santo.

O quebra-cabeça em Minas Gerais

Considerado um estado estratégico para a disputa nacional, o presidente Lula ainda não conseguiu solucionar o quebra-cabeça de Minas Gerais. Nos últimos meses, o petista atuou para costurar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo do estado — o senador, contudo, declinou o convite em meio ao desinteresse em embarcar em mais uma empreitada eleitoral.

Com a recusa de Pacheco, a legenda passou a discutir uma alternativa em torno da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). A decisão, contudo, ia em desencontro aos planos da própria política, que já tinha lançado o nome ao Senado Federal por Minas Gerais. Marília também criticou a articulação da legenda e de Lula para tentar lançá-la após a recusa de Pacheco.

Com isso, o partido ainda busca alinhar a melhor estratégia para as eleições no estado. Os nomes mais cotados são os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes, ambos do PT. A decisão por lançar um candidato próprio também gera impasses entre integrantes da legenda, que se dividem entre a possibilidade de apoiar um candidato aliado.

Os impasses no segundo maior colégio eleitoral do país, contudo, não se restringem ao Partido dos Trabalhadores. Flávio Bolsonaro também enfrenta indefinições em Minas Gerais e segue sem um nome ao Palácio da Liberdade.

Com poucas alternativas, a possibilidade ventilada é a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O político, no entanto, vem frequentemente adiando a decisão sobre concorrer o governo de Minas Gerais, o que tem pressionado PL já que o prazo para uma decisão fica cada vez mais curto.

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Presidente Lula
Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos
Cleitinho e Flávio Bolsonaro no Senado
Metrópoles
Senador Flávio Bolsonaro (PL)
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Senador Flávio Bolsonaro (PL)

Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
Presidente Lula
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Presidente Lula

Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos
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Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos

Ricardo Stuckert / PR
Cleitinho e Flávio Bolsonaro no Senado
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Cleitinho e Flávio Bolsonaro no Senado

Jefferson Rudy/Agência Senado

As indefinições de Flávio Bolsonaro

Minas Gerais não é o único impasse para Flávio Bolsonaro. O senador e pré-candidato tem ainda outros quatro estados sem qualquer definição: Amapá, Pernambuco, Alagoas e Maranhão.

Em ao menos dois deles, em Pernambuco e Alagoas, pessoas que acompanham a articulação acreditam que o presidenciável pode acabar sem uma coligação oficial. Nesta semana, o Flávio Bolsonaro chegou a cancelar uma agenda que teria em Recife para estender passagem pelos Estados Unidos, para onde viajou para participar da audiência sobre o tarifaço.

Maranhão, assim como Amapá, segue indefinido para Flávio Bolsonaro e sem expectativa de que um nome ganhe apoio do filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL). O estado maranhense é considerado um reduto petista e, tradicionalmente, elege nomes alinhados ao presidente Lula.

Flávio deve resolver impasse em dois estados nos próximos dias. No Espírito Santo, a expectativa é que a legenda chegue a uma definição ainda na próxima semana após um acordo do PL com o Republicanos. O nome que deve ser apoiado por Flávio para o governo do estado é o do prefeito da capital capixaba, Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Outro estado em alerta é o Ceará, que tornou-se o estopim da crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Mesmo com a insatisfação da ex-primeira-dama, o PL deve seguir com o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB).

Nas últimas semanas, Michelle tornou pública a insatisfação com acordos feitos pela legenda no estado, especialmente o apoio dos enteados a Ciro Gomes, o que a ex-primeira-dama já classificou como “aliança com o mal”.