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Ufopa lança laboratório internacional de pesquisa sobre a Amazônia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Ufopa lança laboratório internacional de pesquisa sobre a Amazônia

Lançamento do laboratório internacional de pesquisa acontece nos dias 3 e 4, no auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Foto: Divulgação/Ufopa

Nos dias 3 e 4 de novembro, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realiza, em Santarém (PA), o lançamento do Laboratório Misto Internacional (LMI) AGORA – Governança Transformadora e Monitoramento Comunitário pela Reexistência na Amazônia. A iniciativa reúne instituições de pesquisa do Brasil e da França e organizações de povos e comunidades tradicionais para desenvolver pesquisas e ações voltadas à defesa e à valorização dos territórios amazônicos. A programação inclui debates, atividades coletivas e assinatura de acordos de cooperação científica internacional.

A cerimônia institucional ocorrerá na quarta-feira, 4 de novembro, a partir das 16h, no Auditório Wilson Fonseca da Unidade Rondon da Ufopa, em Santarém. Na ocasião, será assinado o acordo de cooperação entre a Ufopa, a Universidade de Brasília (UnB) e o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França. O evento integra a programação oficial de aniversário da Ufopa, que completa 17 anos no dia 5 de novembro.

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Aprovado em março de 2026, o LMI AGORA terá duração inicial de sete anos, até 2033. O laboratório reúne cerca de 60 pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, que atuarão em parceria com organizações dos territórios amazônicos. A proposta é aproximar a produção científica das necessidades das comunidades, promovendo o diálogo entre conhecimentos acadêmicos e saberes tradicionais.

O laboratório reúne cerca de 60 pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, que atuarão em parceria com organizações dos territórios amazônicos. A proposta é aproximar a produção científica das necessidades das comunidades, promovendo o diálogo entre conhecimentos acadêmicos e saberes tradicionais.
Produção das japuna reúne saberes ancestrais passados de geração em geração. Foto: Tácio Melo

A coordenação do laboratório é compartilhada entre a professora Wandicleia Lopes, do Campus Alenquer da Ufopa; a pesquisadora Marie-Paule Bonnet, do IRD; e a professora Stéphanie Nasuti, da UnB.

Além das três instituições coordenadoras, a rede de cooperação conta com a participação de instituições acadêmicas e de pesquisa, entre elas o Instituto Mamirauá, a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a Fundação Getulio Vargas (FGV), a Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema), a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) e o Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (Cirad).

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Foto: Divulgação/Ufopa

Laboratório terá foco para pesquisas e atuação nos territórios

O LMI AGORA terá como referência três territórios amazônicos:

  • a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Amazonas;
  • a região de Santarém e do Baixo Amazonas, no Pará;
  • e o Nordeste paraense, abrangendo 17 municípios.

As atividades serão desenvolvidas em seis eixos de atuação, que incluem a produção conjunta de conhecimentos, o monitoramento ambiental, o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e culturas, a inovação em defesa dos territórios, a contribuição para políticas públicas e o compartilhamento de dados e resultados de pesquisas.

Entre os temas que poderão ser abordados estão água, clima, sociobioeconomia e transformações sociais e ambientais. As pesquisas buscarão contribuir para a proteção dos territórios e o fortalecimento da capacidade das comunidades de enfrentar mudanças e desafios socioambientais.

Um dos princípios do laboratório é garantir a participação dos povos e comunidades tradicionais na definição das prioridades de pesquisa, na produção do conhecimento e no uso dos resultados. A proposta também prevê a criação de um Colegiado de Acompanhamento, formado por representantes das organizações territoriais e das instituições parceiras.

Programação de lançamento

As atividades começam na terça-feira, 3 de novembro, na Fazenda Experimental da Ufopa, situada na Rodovia Curuá-Una, com a apresentação do LMI AGORA e de seus participantes. Durante o dia, serão realizados debates sobre o cenário político atual, o mapeamento das pesquisas existentes e as transformações com que o laboratório pretende contribuir nos territórios amazônicos.

A programação também inclui discussões sobre os desafios da cooperação científica e a construção coletiva de acordos entre o laboratório e as organizações participantes.

Na manhã de quarta-feira, 4 de novembro, os participantes darão continuidade à elaboração dos acordos de cooperação e discutirão a composição e o funcionamento do colegiado do LMI AGORA.

À tarde, a programação ocorrerá no Auditório Wilson Fonseca da Unidade Rondon, no bairro do Caranazal, com a apresentação institucional do laboratório e debates sobre a importância da universidade, da pesquisa e da cooperação internacional para a defesa dos territórios tradicionais.

Entre os participantes previstos estão Abdelfettah Sifeddine, diretor do IRD no Brasil; Nadège Mezié, conselheira do Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica (CFBBA); Renata Aquino da Silva, decana de Pesquisa e Inovação da UnB; e a professora Solange Ximenes, vice-reitora e representante da Ufopa.

Outro debate terá como tema “Conexões e saberes para a defesa dos territórios coletivos da Amazônia”, com a participação de representantes de instituições públicas e organizações comunitárias, entre eles Herena Neves Maués Corrêa de Melo, do Ministério Público do Estado do Pará; Lucas Tupinambá, do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita); Cristina Pinto, do Conselho de Pesca do Arapixuna; e representantes da Sapopema e do coletivo Guardiões do Bem-Viver.

A programação contará ainda com representantes de organizações indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, agricultores familiares e comunidades tradicionais do Oeste do Pará, além de pesquisadores, professores e estudantes de instituições parceiras.

O encerramento da programação institucional será marcado pela assinatura do acordo de cooperação entre Ufopa, UnB e IRD, prevista para as 18h30, seguida da assinatura de acordos entre o LMI AGORA e organizações locais.

*Com informações da Ufopa.

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