Foto: Divulgação/OSA
A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) realiza nesta sexta-feira (23), às 20h, o terceiro concerto da Série Amazônia, no Teatro ICBEU, em Manaus. Após a repercussão das apresentações anteriores, o projeto dá continuidade à proposta de ampliar a presença da Amazônia no repertório da música de concerto, valorizando as paisagens, tradições e manifestações culturais da região. A entrada é gratuita.
Sob a regência do maestro Rubens Cláudio, o programa reúne a Suíte Pulcinella, do compositor russo Igor Stravinsky; o poema sinfônico Uiara, do amazonense Timóteo Esteves; e a Suíte Florestal, do compositor carioca Alexandre Caldi.
A programação combina obras do repertório tradicional da música erudita com composições que exploram referências culturais amazônicas. Enquanto Stravinsky representa uma vertente tradicional do repertório orquestral, a obra de Alexandre Caldi incorpora ritmos associados à região, como o baque acreano, o lundu marajoara, o carimbó e o boi-bumbá.
Um dos destaques da noite será a interpretação de Uiara. Além de compositor, Timóteo Esteves é violoncelista e chefe de naipe da própria Orquestra Sinfônica da Amazônia. Na apresentação, ele também participará como instrumentista de sua composição.
Para o maestro Rubens Cláudio, a Série Amazônia surgiu da necessidade de ampliar a representação da região na música sinfônica e estimular a criação de novas obras inspiradas na cultura local.
“O último compositor que escreveu sobre a Amazônia foi Villa-Lobos. Então, a Série Amazônia é, justamente, um resgate de novos compositores escrevendo sobre a Amazônia”, afirmou.
A proposta é aproximar o público de diferentes perspectivas musicais sobre a identidade amazônica, reunindo referências da tradição sinfônica e composições relacionadas às histórias, aos ritmos e às manifestações culturais da região.
“Será um concerto bem bonito, bem estruturado. Eu tenho certeza que o público vai gostar”, destacou o maestro.

Maestro Rubens Cláudio durante apresentação da Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA). Foto: Divulgação/OSA
Série aposta em novas composições
A Série Amazônia nasceu de uma pesquisa sobre a presença da região no repertório sinfônico. A iniciativa busca incentivar compositores a desenvolverem obras que tenham o território amazônico como inspiração e contribuir para a formação de um repertório dedicado às particularidades culturais da região.
A meta do projeto é apresentar oito obras inéditas ao longo da série, ampliando as possibilidades de representação da Amazônia na música de concerto.
No segundo concerto, a OSA apresentou a Suíte Holberg, Op. 40, de Edvard Grieg, além do poema sinfônico Paxiúba, de João Marcos Palheta, e da Suíte Cartografias Amazônicas, de Cibelle Donza. As duas últimas composições eram inéditas. A apresentação também contou com a participação do flautista Arley Raiol como solista.
Com a programação, a orquestra busca fortalecer a produção musical ligada à Amazônia e incentivar novas criações que levem as referências culturais do território para as salas de concerto.
A temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da Amazônia conta com patrocínio master da Manaus Airport, patrocínio Rio Solimões da Bemol e patrocínio Rio Negro da Samel. A OSA também recebe apoio cultural do Sistema Encontro das Águas, Fundação Rede Amazônica, CAUA, Museu da Amazônia (MUSA) e Hotel dos Frades.
A realização da Série Amazônia é uma ação conjunta da Orquestra Sinfônica da Amazônia com a Associação Amazônia de Produção, Organização e Incentivos Artísticos (Apoiar AM). Desde sua fundação, em 2024, a OSA também conta com o apoio cultural do Instituto Cultural Brasil–Estados Unidos (ICBEU), onde é orquestra residente. A parceria contribui para o fortalecimento e a difusão da música de concerto no Amazonas.
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