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Orquestra Sinfônica da Amazônia estreia a Série Amazônia com concerto gratuito no Teatro Amazonas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Orquestra Sinfônica da Amazônia estreia a Série Amazônia com concerto gratuito no Teatro Amazonas

Foto: Divulgação/OSA

A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) abre, nesta segunda-feira (21), às 20h, a Série Amazônia, com um concerto gratuito no Teatro Amazonas, em Manaus. A apresentação, que estava prevista inicialmente para 9 de setembro, foi transferida para o dia 21 e terá no programa uma obra clássica do repertório internacional e duas estreias mundiais de compositores brasileiros.

O concerto reúne Peer Gynt – Suíte nº 1, do compositor norueguês Edvard Grieg, e as obras inéditas Suite Danças Amazônicas, de Lipe Portinho, e Panapaná, de André Mehmari. As duas composições brasileiras foram encomendadas especialmente para a Orquestra Sinfônica da Amazônia.

A Série Amazônia terá quatro concertos e foi criada a partir da proposta de aproximar a música de concerto de referências culturais e musicais da região. Ao longo da programação, a OSA apresentará obras de compositores brasileiros inspiradas em ritmos, canções, manifestações culturais e outros elementos da Amazônia.

Um ecossistema também sonoro

Para o idealizador e maestro da OSA, Rubens Cláudio, a diversidade da Amazônia também pode ser percebida por meio da música.

“A Amazônia é um ecossistema, com sua fauna e sua flora, e então a gente tem tudo, a diversidade de todas essas coisas, de animais, de plantas. E não é diferente artisticamente. Nós temos um ecossistema sonoro, rítmico aqui. E é justamente isso que a orquestra vai fazer”, explica.

Segundo o maestro, a proposta será desenvolvida ao longo dos quatro concertos da série.

“São quatro concertos e, em todos os concertos, nós estamos fazendo estreias mundiais de obras de compositores brasileiros, tendo como foco a Amazônia, os ritmos, as canções e as músicas daqui da região.”

Da tradição europeia aos ritmos amazônicos

O concerto de abertura começa com Peer Gynt – Suíte nº 1, de Edvard Grieg. A obra foi composta originalmente como música incidental para a peça teatral Peer Gynt, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, e reúne movimentos que apresentam diferentes ambientes e personagens da narrativa.

Diretor-executivo da Orquestra Sinfônica da Amazônia e curador da Série Amazônia, Nikolay Sapoundjiev explica que a escolha da obra também estabelece uma relação com a proposta da série.

“É uma obra clássica, considerada hoje em dia, mas ela é toda baseada em folclore, obviamente norueguês. Então, é uma música muito narrativa sobre os temas tratados dentro de cada movimento pelo Grieg”, explica.

Na sequência, entram as duas obras brasileiras compostas especialmente para a série. A ideia é colocar em linguagem sinfônica referências musicais associadas à Amazônia.

Duas estreias mundiais

A primeira estreia da noite é Suite Danças Amazônicas, de Lipe Portinho. A composição reúne referências de diferentes gêneros e manifestações musicais do Norte do Brasil em uma formação sinfônica.

Segundo Nikolay Sapoundjiev, a obra foi construída a partir de pesquisas sobre ritmos e danças da região.

“São obras inspiradas nos gêneros folclóricos da Amazônia, pesquisados por mim. É um conjunto de danças. O compositor se inspirou nos principais ritmos de danças do norte do Brasil, começando com o baque acreano, passando pelo carimbó, terminando com o boi, numa roupagem sinfônica”, afirma.

A segunda estreia mundial é Panapaná, poema sinfônico de André Mehmari. A obra toma como referência o fenômeno conhecido como panapaná, associado ao deslocamento de grandes grupos de borboletas em determinadas áreas da floresta amazônica.

O maestro Rubens Cláudio, idealizador da Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA), no Teatro Amazonas. Foto: Divulgação/OSA

Para Rubens Cláudio, ter uma composição inédita de Mehmari no repertório é um dos destaques da abertura da série.

“No concerto do dia 21, especificamente, nós temos um poema sinfônico cujo nome é Panapaná, um fenômeno muito bonito das borboletas na floresta amazônica, escrito por um dos melhores compositores brasileiros, André Mehmari. Vai ser uma honra muito grande executar uma peça que ele escreveu especialmente para a orquestra”, relata.

As duas obras inéditas foram escritas para a OSA e fazem parte da proposta de ampliar a presença de referências amazônicas no repertório de música de concerto.

Sobre os compositores

Edvard Grieg (1843–1907) foi compositor e pianista norueguês do período Romântico. Sua produção incorporou elementos do folclore e da cultura da Noruega à música de concerto. Entre suas obras mais conhecidas estão o Concerto para Piano em Lá Menor e as suítes de Peer Gynt.

Lipe Portinho (Felipe Clark Portinho) é compositor, contrabaixista, arranjador, professor e cineasta brasileiro. Doutor e pós-doutor em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolve trabalhos nas áreas de composição, pesquisa e formação musical. Em 2021, ficou entre os cinco finalistas do Marvin Hamlisch International Music Awards, realizado em Nova York, na categoria de composição clássica.

André Mehmari é pianista, compositor, arranjador e multi-instrumentista brasileiro. Nascido em Niterói (RJ), em 1977, construiu uma trajetória que reúne referências da música de concerto, jazz, choro e MPB, transitando entre diferentes formações e linguagens musicais.

Patrocínio e apoio cultural

A temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da Amazônia conta com Patrocínio Amazônia/Master da Manaus Airport, Patrocínio Rio Solimões da Bemol e Patrocínio Rio Negro da Samel.

A OSA também conta com apoio cultural do Sistema Encontro das Águas, Fundação Rede Amazônica, CAUA, Museu da Amazônia (MUSA) e Hotel dos Frades.

A realização da Série Amazônia é uma ação conjunta da Orquestra Sinfônica da Amazônia com a Associação Amazônia de Produção, Organização e Incentivos Artísticos (Apoiar AM).

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