Antes de ser incorporado à universidade, o terreno do parque abrigou um seringal e pastagem de gado. Pesquisas começaram em 1979 e a criação oficial ocorreu em 1983. Vista aérea. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AC
Quem caminha pelas trilhas do Parque Zoobotânico (PZ) pode até esquecer que está dentro de uma capital. Localizado no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, o espaço de 115 hectares de floresta tropical é a maior área verde dentro do perímetro urbano da cidade e funciona como um verdadeiro laboratório vivo para pesquisadores, estudantes e a comunidade.
No último sábado (5), data em que se comemora o Dia da Amazônia, o parque reforça que não é preciso ir longe para se conectar com a floresta e compreender a riqueza da maior floresta tropical do planeta.
A história de preservação da área começou antes mesmo da criação oficial do parque, em 1983. As primeiras pesquisas científicas no local tiveram início em 1979.
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O cenário atual, de floresta densa e preservada, contrasta com o passado do local. Antes de ser incorporado à universidade, o terreno já abrigou um seringal e chegou a ser utilizado como área de pastagem para gado.
Atualmente, o espaço é o lar de mais de 300 espécies de árvores e 400 de animais, que vivem soltos na reserva, servindo de abrigo para a biodiversidade e sendo referência em pesquisas ambientais.
“Pesquisadores levantaram pelo menos 345 espécies de árvores. Podemos destacar espécies ameaçadas de extinção, como o mogno e a ucuúba, e também árvores que foram muito importantes para o extrativismo no nosso estado, como a castanheira e a seringueira”, explicou Harley Silva, diretor do Parque Zoobotânico, em entrevista à Rede Amazônica Acre.

Na fauna, o destaque fica por conta do símbolo do parque: o macaco-bigodeiro, animal frequentemente avistado pelos visitantes durante as caminhadas guiadas.
Ao todo, mais de 400 espécies de aves e mamíferos já foram descritas na área.
Descoberta científica e papel educador do parque
A importância do Parque Zoobotânico para a ciência vai além do monitoramento de espécies conhecidas.
Em 2012, pesquisadores encontraram na área uma nova espécie de rã, a Adenomera thomei, que foi descrita e apresentada à comunidade científica internacional. Ela habitava e se reproduzia ativamente.
“Nesse pequeno fragmento de 115 hectares, os pesquisadores conseguiram encontrar uma espécie nova de anfíbio para a ciência. Isso mostra a força e o potencial de pesquisa do PZ”, destacou Harley.

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O principal papel do espaço, no entanto, é o de educador. Diariamente, o espaço recebe turmas de escolas da rede básica de ensino, além de alunos de graduação e pós-graduação.
Embora o público principal seja formado por grupos escolares e acadêmicos, o parque é aberto a visitas de outros grupos da comunidade.
Para realizar visitas guiadas, os interessados devem enviar uma solicitação prévia para o e-mail oficial da instituição: parquezoobotanico@ufac.br.
*Por Pedro Marcelo e Renato Menezes, da Rede Amazônica AC
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