Foto: Divulgação/OSA
O Teatro Amazonas vai receber, no dia 9 de setembro, o concerto de abertura da Série Amazônia, novo projeto da Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA). A apresentação acontece às 20h, com entrada gratuita, e vai reunir obras que aproximam a música de concerto dos sons, ritmos e referências culturais da região.
O programa começa com a Suíte nº 1 de Peer Gynt, do compositor norueguês Edvard Grieg, e segue com duas obras que serão apresentadas pela primeira vez: Suíte Danças Amazônicas, de Lipe Portinho, e Panapaná, de André Mehmari.
As duas composições foram encomendadas especialmente pela OSA e têm a Amazônia como inspiração. Enquanto Suíte Danças Amazônicas reúne referências de ritmos e manifestações culturais do Norte do Brasil, Panapaná parte de um fenômeno da floresta: a migração de grandes grupos de borboletas.
Uma Amazônia que também se ouve
Para o maestro e idealizador da OSA, Rubens Cláudio, a proposta da série é mostrar que a diversidade amazônica também está presente na música.
“A Amazônia é um ecossistema, com sua fauna e sua flora, e então a gente tem tudo, a diversidade de todas essas coisas, de animais, de plantas. E não é diferente artisticamente. Nós temos um ecossistema sonoro, rítmico aqui. E é justamente isso que a orquestra vai fazer”, explica.
A série terá quatro concertos e, segundo o maestro, todos vão contar com estreias mundiais de compositores brasileiros, tendo como inspiração elementos da cultura e da musicalidade amazônica.
“São quatro concertos e, em todos os concertos, nós estamos fazendo estreias mundiais de obras de compositores brasileiros, tendo como foco a Amazônia, os ritmos, as canções e as músicas daqui da região”, destaca.
A escolha de Grieg para abrir a programação também conversa com essa proposta. De acordo com Nikolay Sapoundjiev, diretor executivo da OSA e curador da Série Amazônia, Peer Gynt é uma obra marcada por referências ao folclore norueguês.
“É uma obra clássica, considerada hoje em dia, mas ela é toda baseada em folclore, obviamente norueguês. Então, é uma música muito narrativa sobre os temas tratados dentro de cada movimento pelo Grieg”, explica.

Duas obras inéditas
Em Suíte Danças Amazônicas, Lipe Portinho leva para a formação sinfônica referências de diferentes ritmos do Norte do Brasil.
“É um conjunto de danças. O compositor se inspirou nos principais ritmos de danças do Norte do Brasil, começando com o baque acreano, passando pelo carimbó, terminando com o boi, numa roupagem sinfônica”, afirma Nikolay.
Já Panapaná, de André Mehmari, foi inspirada no deslocamento de grandes grupos de borboletas pela floresta amazônica. Para Rubens Cláudio, apresentar uma obra criada especialmente para a orquestra será um dos momentos marcantes da noite.
“Vai ser uma honra muito grande executar uma peça que ele escreveu especialmente para a orquestra”, destaca.
Orquestra Sinfônica da Amazônia
A Orquestra Sinfônica da Amazônia foi fundada em janeiro de 2024 pelo maestro Rubens Cláudio. A estreia oficial aconteceu em maio daquele ano, no palco do Teatro Amazonas.
Atualmente, a OSA conta com 60 músicos e mantém uma programação voltada à música de concerto e à produção artística na região. A temporada 2026 conta com Patrocínio Amazônia/Master da Manaus Airport, Patrocínio Rio Solimões da Bemol e Patrocínio Rio Negro da Samel.
A orquestra também recebe apoio cultural do Sistema Encontro das Águas, Fundação Rede Amazônica, CAUA, Museu da Amazônia (MUSA) e Hotel dos Frades.
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