Petrobras descobre petróleo em poço no Amapá, na Margem Equatorial. Foto: Divulgação/Petrobras
A Petrobras informou no dia 14 de agosto que identificou a presença de hidrocarbonetos, que podem ser petróleo ou gás natural, em um poço exploratório no bloco FZA-M-59, em águas profundas da Foz do Amazonas, na costa do Amapá.
A descoberta ocorreu durante a perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa amapaense, em uma profundidade de quase 2,9 km.
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“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da estatal, Magda Chambriard.
A presença do combustível foi confirmada por meio de análises elétricas e exames nas rochas. As perfurações continuam para avaliar a viabilidade e o potencial do poço, segundo a empresa, de forma segura e com respeito ao meio ambiente.
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Busca por petróleo
A exploração na região faz parte da estratégia da Petrobras para repor suas reservas de combustível e garantir o abastecimento do país durante o processo de transição para energias mais limpas.
A Petrobras é a única dona da área e opera o local de forma exclusiva. O direito de exploração foi comprado em 2013, em um leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
“Esse é o Amapá gigante que a gente quer: protagonista de um Brasil que cresce com desenvolvimento, preservação e oportunidades para a nossa população”, disse o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre.
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Potencial exploratório
O governo estima que a Margem Equatorial teria reservas que permitiriam explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente. É mais do que a capacidade dos dois principais campos da Bacia de Santos: Tupi, com cerca de 850 mil barris por dia, e Búzios, que ultrapassou os 900 mil.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, com isso, seria possível retirar até 10 bilhões de barris de petróleo da região. Atualmente, o Brasil tem uma reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris, o que seria suficiente para manter o país sem precisar comprar petróleo de outros países até 2030.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a Bacia da Foz do Amazonas possui um volume recuperável de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente.
A estimativa faz parte de um estudo que compõe um projeto dedicado à análise das bacias sedimentares brasileiras.
*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP
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