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Conheça as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) encontradas em Rondônia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Conheça as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) encontradas em Rondônia

Flor de ora-pro-nóbis, faz parte das PANCs. Foto: Acervo pessoal/Osvanda Silva

Conhecidas como Plantas Alimentícias Não Convencionais, as PANCs são, em sua maioria, mais nutritivas do que hortaliças tradicionais e apresentam um teor muito elevado de vitaminas, minerais, proteínas e fibras. Em Rondônia, por exemplo, algumas espécies como taioba, ora-pro-nóbis, caruru e beldroega costumam crescer espontaneamente em quintais, calçadas e terrenos baldios.

Apesar de muitas vezes serem tratadas como “mato”, elas fazem parte das chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), grupo de vegetais com alto valor nutricional. É o que explica a professora de Botânica da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Osvanda Silva de Moura.

“São plantas ou vegetais ou partes de plantas comestíveis que não fazem parte do nosso hábito alimentar cotidiano. Elas não possuem uma cadeia produtiva em larga escala, como acontece com a alface, por exemplo”, detalha a especialista.

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Quais são as PANCs encontradas em Rondônia?

Flor da PANC Begônia — Foto: Acervo Pessoal/Osvanda Silva de Moura

De acordo com a professora, por causa da biodiversidade amazônica, Rondônia reúne uma grande variedade dessas plantas. Entre as mais conhecidas estão:

  • Taioba;
  • Caruru;
  • Beldroega;
  • Ora-pro-nóbis;
  • Inhame;
  • Caapeba;
  • Pajurá;
  • Araçá-boi;
  • Lambari-roxo;
  • Camu-camu.

No Viveiro Educativo da Unir também são cultivadas espécies como buganvília (primavera), brilhantina, erva-de-jabuti, begônia e sara-tudo.

Como consumir com segurança?

Apesar dos benefícios, Osvanda alerta que é fundamental identificar corretamente cada espécie antes do consumo.

“Nunca deve consumir uma planta se tiver dúvidas sobre a espécie, porque muitas plantas tóxicas podem se parecer com PANC”, orienta.
Ela cita a taioba como um dos principais exemplos. A espécie comestível costuma ser confundida com a taioba-brava, que possui altos níveis de oxalato de cálcio e pode provocar irritações e intoxicações, mesmo após o cozimento.

Leia também: Conheça as PANC, plantas alimentícias não convencionais da Amazônia

Dindin feito da PANC Vinagreira
Dindin feito na Unir da PANC Vinagreira. Foto: Acervo Pessoal/Osvanda Silva de Moura

Também é recomendado evitar colher plantas em locais com risco de contaminação, como áreas próximas a esgoto, vias com tráfego intenso ou locais frequentados por animais. A higienização também é indispensável antes do preparo. As PANCs podem ser consumidas de diferentes formas, dependendo da espécie. Algumas são usadas em saladas, sucos e pratos frios, enquanto outras precisam ser cozidas antes do consumo. Também podem ser utilizadas em sopas, refogados, bolos, pães e massas.

“Nós já fizemos patê com ora-pro-nóbis, pizza e suco com lambari-roxo, bolo de capim-santo, picolé de vinagreira e suco de buganvília”, conta a professora.

Professora Osvanda Moura segurando uma PANC e Planta Medicinal Lambari-roxo. Foto: Acervo Pessoal

Segurança alimentar

Além dos benefícios nutricionais, a pesquisadora ressalta que as PANCs podem contribuir para ampliar o acesso à alimentação. O maior desafio, porém, é o descontentamento da população.

“Elas servem de alternativa também para essas pessoas, porque são de fácil cultivo, crescem rápido, não precisam de agrotóxicos e raramente sofrem com pragas. Muitas pessoas ainda associam essas plantas apenas ao ‘mato’ e têm receio de consumi-las por falta de informação”, conclui Osvanda.

*Material publicado originalmente pelo G1 Rondônia, com informações de Raíssa Fontes.

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