Foto: Divulgação/FRAM
A tarde desta terça-feira (11) foi de descobertas para estudantes da Escola Estadual Ruth de Almeida Bezerra, localizada no bairro São Lázaro, em Macapá. Durante a atividade Juventude na ExpoFeira, os alunos participaram de um tour guiado e gamificado pelo Parque de Exposições da Fazendinha, passando por diferentes espaços e conhecendo iniciativas ligadas à cultura, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento regional.
A atividade fez parte da programação da ExpoFeira na Rede, projeto da Fundação Rede Amazônica (FRAM) realizado durante a ExpoFeira Amapá 2026. A proposta foi transformar a visita em uma experiência mais dinâmica, colocando os estudantes no centro do percurso e incentivando a participação em cada etapa.
Logo na chegada, cada participante recebeu o Passaporte ExpoFeira na Rede. O material acompanhou os alunos durante o tour e foi preenchido conforme eles avançavam pelas atividades. A cada parada, os estudantes eram convidados a conhecer um novo espaço, participar das propostas e registrar a passagem pelo local. Quem completou todas as etapas recebeu um brinde ao final.
Para o coordenador de Projetos da Fundação Rede Amazônica, Matheus Aquino, levar os estudantes para vivenciar a feira de forma participativa ajuda a aproximar o aprendizado da realidade.
“A ideia foi criar uma experiência em que os estudantes pudessem aprender enquanto conhecem a feira. Quando eles têm contato com a cultura, com as pessoas e com as iniciativas que fazem parte do Amapá, o aprendizado ganha outro significado. Queremos que eles participem, tenham curiosidade e saiam daqui levando novas descobertas”, destacou.
Entre desafios e descobertas
Com o passaporte em mãos, os estudantes percorreram o parque em grupo, acompanharam as explicações dos monitores e cumpriram os desafios propostos. O formato gamificado deixou o passeio mais movimentado e criou uma espécie de missão coletiva: conhecer, participar e completar todas as etapas.
Entre as experiências, a cultura indígena foi uma das que mais despertou a curiosidade dos alunos. Durante o percurso, eles conheceram objetos, grafismos e informações sobre tradições dos povos originários.

Para Leanon Cristopher, era a primeira vez que visitava a feira. Ele conta que saiu da atividade com uma percepção diferente sobre a cultura indígena.
“A gente veio aqui para conhecer a cultura dos indígenas, conhecer o local e saber mais um pouco sobre a história. Estou muito feliz em conhecer e descobrir muita coisa sobre os indígenas, porque tive uma visão totalmente diferente”, contou.
O estudante ficou especialmente interessado nas explicações sobre as urnas funerárias indígenas e nos significados presentes nos grafismos.
“Eu aprendi que, quando um indígena morre, os ossos são colocados dentro de uma urna funerária, que é o segundo sepulcro. A moça também explicou que cada linha e cada traço têm um significado. Achei bastante interessante. É a minha primeira vez aqui e agora tenho uma visão totalmente diferente. Gostei muito”, afirmou.
A estudante Maria Vitória Chagas Dias, de 15 anos, também destacou a variedade de experiências encontradas durante o percurso. Além da cultura indígena, ela se interessou pelos espaços ligados à pecuária, pelos animais e pelos jogos propostos na atividade.
“Eu estou achando muito interessante. Gostei muito de conhecer os povos indígenas, a pecuária, ver os animais e participar do game. Gostei muito dos jogos e de conhecer todos esses espaços. Essa é a minha primeira vez na feira este ano e estou gostando muito”, contou.
Além da cultura, o percurso apresentou aos estudantes iniciativas relacionadas ao empreendedorismo e à inovação, mostrando diferentes formas de produção, criatividade e atuação que fazem parte da realidade do estado.

Alunos recebem orientações durante o tour pela ExpoFeira. Foto: Divulgação/FRAM
Uma experiência fora da sala de aula
A proposta foi usar o ambiente da feira como uma extensão da sala de aula, permitindo que os estudantes aprendessem a partir do contato direto com pessoas, histórias, projetos e iniciativas locais.
Para Leanon, a experiência também mudou a forma como ele enxergava a própria feira.
“Eu achei muito legal. Aprendi bastante coisa e gostei muito de conhecer a cultura dos indígenas. Foi uma experiência muito diferente para mim”, destacou.
Ao final do percurso, os estudantes que completaram as etapas receberam um brinde, encerrando uma tarde marcada por descobertas e novas experiências.
Sobre
A ExpoFeira na Rede é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica realizada durante a ExpoFeira Amapá 2026. O projeto busca ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da feira por meio de ações culturais, educativas e de comunicação, aproximando o evento da sociedade e destacando sua relação com negócios, cultura, turismo e desenvolvimento sustentável.
O post Com passaporte na mão, estudantes exploram a ExpoFeira em tour interativo apareceu primeiro em Portal Amazônia.

