Sigla de três letras fazem parte da identificação do sistema global da aviação, padronizada pela IATA. Foto: Imagem criada por IA
Quem viaja de avião, é comum se deparar com três letrinhas estampadas em etiquetas de bagagem, cartões de embarque e até em letreiros nos aeroportos. Tais siglas fazem parte de um sistema criado pela IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), entidade que padronizou a identificação global dos aeroportos em todo o mundo.
A utilização desses códigos permite que companhias aéreas, passageiros, pilotos e controladores do tráfego aéreo possam identificar de forma precisa e eficiente sobre seus destinos, origem e escalas de voo em todo o planeta. As siglas geralmente têm relação direta com o nome ou referência da cidade, enquanto que outras foram criadas aleatoriamente para evitar duplicações.
Entenda como surgiu a origem dessa identificação que revolucionou a comunicação do sistema global de aviação.
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A origem dos códigos
Após a Segunda Guerra Mundial, a indústria da aviação comercial começou a crescer e os governos perceberam a necessidade de criar uma padronização para garantir a compatibilidade das operações aéreas no âmbito nacional e internacional. Assim, foram criadas duas grandes organização para dar conta desta demanda operacional da aviação: a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) e a Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO).

Cada entidade ficou responsável por criar a sua própria sigla obrigatória na aviação civil. Fundada em 1940 por um grupo de companhias aéreas, a IATA teve como principal responsabilidade identificar os aeroportos pelo mundo, por meio de uma sigla com três letras, enquanto que os códigos ICAO, compostos de quatro letras, são mais técnicos e voltados para documentos de planos de voo.
No caso da IATA, as siglas seguem uma lógica de criação mais fácil e voltada para os passageiros e geralmente se baseiam nas primeiras letras da cidade ou nas iniciais do nome do aeroporto. Já no sistema ICAO, as letras são definidas com base na localização geográfica dos aeroportos, em que a primeira letra representa o continente de origem, a segunda designa o país e as duas últimas representam o nome do aeroporto.
Exemplificando, o Aeroporto Internacional de Rio Branco, no Acre, é identificado pelo sistema IATA pelo código RBR, em referência às iniciais da capital acreana. Já no identificador ICAO, o aeroporto recebe a identificação SBRB, onde S indica América do Sul, B se refere ao Brasil e RB remete especificamente às iniciais do nome do aeródromo.
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Como as siglas são criadas?
Com mais de 17 mil códigos criados, a elaboração das siglas IATA segue três principais critérios que definem as lógicas de criação dessas siglas. A primeira delas é a abreviação direta do nome da cidade ou aeroporto com as três primeiras letras, como é o caso do Aeroporto Internacional Val-de-Cans, em Belém-PA, identificado como BEL.

Em caso de códigos já utilizados, a sigla então recebe alguns ajustes para adaptações fonéticas ou heranças históricas relacionadas ao local. Em São Luís, no Maranhão, o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado recebe a abreviação SLZ, sendo SL relacionado às iniciais da capital e Z para diferenciar de outros aeroportos com letras semelhantes. Já em Manaus, o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes é identificado pela sigla MAO, que é uma abreviação histórica de Manaós, como era conhecida a capital amazonense antigamente.
Por último, a IATA atribui combinações livres e aleatórias apenas para evitar repetição de códigos em outras cidades do mundo como, por exemplo, o Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas-TO, que não possui relação direta com as iniciais da cidade ou do aeroporto.
Conheça as siglas dos aeroportos da Amazônia Legal
Agora que você já sabe a origem e criação das siglas, o Portal Amazônia lista os códigos dos principais aeroportos dos nove estados que compõem a Amazônia Legal.


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