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Como é subir na torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins? Assista!

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Como é subir na torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins? Assista!

Catedral de Nossa Senhora do Carmo. Foto: Uriel Vasconcelos/Amazon Sat

A Torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo é um dos principais pontos turísticos de Parintins (AM), por reunir história, religiosidade e uma das vistas mais privilegiadas da Ilha Tupinambarana. Com 42 metros de altura e 162 degraus, a estrutura oferece uma visão panorâmica da cidade, do Rio Amazonas e das ruas que ganham vida durante o Festival Folclórico.

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A construção da catedral do Carmo foi iniciada na década de 1960 e concluída em 31 de maio de 1981, com a finalização da torre, assinada pelo construtor José Ribeiro e orientada pelo engenheiro parintinense Simão Assayag. Durante o Festival Folclórico, em junho, e a Festa da Padroeira, celebrada em julho, a torre permanece aberta à visitação, tornando-se um dos passeios mais procurados por turistas e moradores. 

Leia também: Você sabe como a Catedral de Nossa Senhora do Carmo influenciou o Festival de Parintins?

Catedral de Nossa Senhora do Carmo. Foto: Uriel Vasconcelos/Amazon Sat

De acordo com a secretária da Catedral, Graziele Ribeiro Belém, um detalhe que chama a atenção de quem visita o local é o toque dos sinos. “Quando toca o sino, a torre treme. Inclusive eu já passei por essa experiência. Não é uma experiência muito boa, mas é interessante estar lá quando isso acontece. Normalmente a gente avisa os visitantes que ao meio-dia os sinos vão tocar por causa da missa”, contou. 

A visitação acontece das 8h às 21h durante a semana do Festival Folclórico, com funcionamento contínuo, sem interrupção para o horário de almoço.

Leia como foi a experiência da subida na torre da Catedral: 

Quando recebi a missão de subir a torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins, confesso que a minha primeira reação foi de receio. Não sou exatamente uma pessoa muito atlética e subir 162 degraus parecia um desafio e tanto, mesmo assim, decidi encarar.

Era a minha primeira vez em Parintins, para trabalhar durante o Festival, e, antes mesmo de chegar à cidade, já tinha ouvido falar da vista privilegiada que a torre oferece. Então imaginei como seria observar a Ilha Tupinambarana do alto e, aquele momento era a oportunidade de viver essa experiência.

A subida começou tranquila, quase me fazendo acreditar que seria mais fácil do que eu imaginava. Depois de alguns lances de escada meu corpo lembrou que 162 degraus não são pouca coisa e o calor dentro da torre (misturado com meu zero nível de atletismo) fez o cansaço começar a aparecer e o fôlego começar a faltar e eu não via a hora de chegar ao topo. 

minha experiência durante a subida na torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins
Minha experiência durante a subida na torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins. Foto: Rebeca Almeida/Portal Amazônia

E, para tornar a missão ainda mais intensa, eu não subi apenas uma vez, já que como estávamos gravando material (assista o vídeo no final), eu tinha que subir e descer várias vezes em alguns trechos, então acho que foram pelo menos uns 200 degraus.

Um dos momentos que mais me deixou apreensiva aconteceu quando a escada de concreto deu lugar à antiga estrutura de madeira. Antigamente toda a escadaria era de madeira, mas precisou ser trocada por concreto após uma parte desabar. No entanto, uma pequena parte no meio do trajeto continuou preservada, por isso confesso que atravessei aquele trecho com bastante cuidado e um certo frio na barriga. 

Apesar disso, a companhia dos meus colegas deixou a subida mais agradável, e a gravação aconteceu em meio a risadas e comentários divertidos e, embora cansativa, posso dizer que valeu a pena (e até a galinha inteira, como dizem). Quando finalmente alcancei o topo, todo o esforço fez sentido.

Minha experiência durante a subida na torre da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Foi muito bom chegar ao topo, sentir o vento finalmente e poder ver Parintins inteira. Confesso que horário que fomos ajudou um pouco na vista. Era por volta das 18h e o rio e a cidade refletiam o laranja do pôr do sol, tornando a vista ainda mais impressionante. 

Parintins do alto da torre da Catedral do Carmo. Foto: Rebeca Almeida/Portal Amazônia

Lá de cima, além da vista, é possível conhecer o sino centenário da torre (que inclusive, sem querer, bati a minha cabeça nele). De lá, gravamos o material que precisávamos e aproveitamos para “blogueirar” um pouco e fazer fotos e vídeos pessoais, já que seria impossível estar diante daquela paisagem e não registrar o momento.

A descida foi bem mais rápida. O cansaço já tinha ido embora e a sensação de alívio tomava conta da gente, afinal foram muitos degraus vencidos com sucesso.

No total são 162 degraus! Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

No fim do dia, percebi que subir a torre da Catedral do Carmo foi muito mais do que cumprir uma pauta de trabalho, foi uma oportunidade de superar um desafio, conhecer Parintins por um novo ângulo e viver um daqueles momentos que ficam guardados na memória. É verdade que a subida exige preparo, disposição e algumas pausas para respirar, mas também é verdade que, ao chegar ao topo, qualquer esforço parece pequeno diante da paisagem. A vista recompensa cada degrau, cada gota de suor e cada momento de cansaço.

E o que as outras pessoas pensam ?

A parintinense que atualmente mora em Nhamundá, Marisa Sarraf contou que visitar a torre era um sonho antigo, já que durante anos não conseguiu incluir o passeio em seus roteiros pela cidade. Em 2026, ela conseguiu realizar o passeio, e segundo ela, a subida foi desafiadora, mas também representou um momento de fé.

 “Foi muito cansativo, estou com as pernas tremendo, mas valeu a pena. Além de tudo, você tem uma vista para todos os ângulos da nossa cidade, pode contemplar o Amazonas lindo e ver a cidade maravilhosa vestida de azul e branco, vermelho e branco. Então é um convite para que todos façam essa experiência”. 

O turista José Bismarck visitou a torre pela segunda vez, e contou que já havia ido ao local durante uma viagem de trabalho, quando servia à Marinha, mas desta vez voltou acompanhado da família. De acordo com ele, quem puder fazer o passeio deve vivenciar a experiência pelo menos uma vez na vida.

“Foi um pouco cansativo, até porque eu estava acompanhando minha filha, mas é muito prazeroso. A vista lá de cima compensa todo o desgaste físico de subir. São mais de 160 degraus, mas vale a pena chegar lá em cima e ver toda a ilha”, assegurou.

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