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Museu Goeldi em números: veja os avanços em inovação e popularização da ciência do MPEG

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Museu Goeldi em números: veja os avanços em inovação e popularização da ciência do MPEG

Foto: Woltaire Masaki/MPEG

Em um ano, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) inseriu 1,5 milhão de registros digitalizados de suas coleções biológicas em plataformas de dados abertos; acrescentou 7,9 mil itens nos seus acervos de zoologia e botânica; liderou 53 descobertas de espécies de animais e plantas; e foi responsável por 224 publicações científicas.

Estes são alguns destaques da última avaliação de desempenho conduzida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), órgão do Governo Federal ao qual a instituição está vinculada.

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Prestes a completar 160 anos de produção científica na Amazônia, o MPEG conquistou status próximo de excelente, após calculados os índices de cumprimento das metas. Devido às várias áreas em que atua, o Museu Goeldi é o instituto, entre 16 avaliados, com o maior número de indicadores pactuados: 23 no total.

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O diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, falou sobre o desempenho da instituição e disse que a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), no ano passado, influenciou a nota, ora positivamente, ora causando leve declínio em alguns índices, como o de visitação no Parque Zoobotânico, devido ao período em que ficou fechado para obras de manutenção.

“A nota do Museu Goeldi foi 8,53, uma nota muito boa. Por pouco, não atingimos o grau excelente. A nossa participação na COP30, apesar de ter ajudado a projetar a instituição no cenário nacional e internacional, impactou alguns resultados. Tivemos que dispor de servidores para planejar a nossa participação e atuar no evento, reduzindo pessoal e recursos em outras ações. Mas nossa avaliação atingiu o objetivo institucional e continuamos trabalhando para que em 2026 a gente consiga o índice excelente”, frisou.

Contrato de desempenho

Em conformidade com a Lei n° 13.934, de 2019, as unidades de pesquisa vinculadas ao MCTI assinam um “contrato de desempenho”, com metas a serem atingidas ao longo de um ano, definidas no Termo de Compromisso de Gestão (TCG). De acordo com o coordenador de Planejamento e Acompanhamento de Projetos do MPEG, Amílcar Mendes, com a avaliação, a instituição mostra para a sociedade sua eficiência, eficácia e efetividade.

“Somos, em essência, um museu de história natural, um centro de formação de recursos humanos, sobretudo na pós-graduação, temos ações educativas e museais. Nosso caráter é multifacetado. Colocamos tudo isso em, pelo menos, seis linhas estratégicas de atuação. Os indicadores, além de mostrar para a sociedade o que é feito no Museu, internamente, são instrumentos de redirecionamento das nossas políticas de pesquisa, de inovação, de gestão de pessoal, de educação, de comunicação, entre outras”, explicou.

Os principais resultados da última avaliação de desempenho institucional serão apresentados nesta reportagem, numa espécie de passeio pelo “Museu Goeldi em números”.

Mais conhecido pela população de Belém (PA), por causa do afeto e das ações que promove a partir do seu Parque Zoobotânico, instalado desde o século 19, no bairro de São Brás, o MPEG alimenta uma produtividade, dia após dia, muitas vezes pouco conhecida do grande público, que geralmente circula distante do meio acadêmico e das comunidades ribeirinhas da Floresta Nacional de Caxiuanã, onde está instalada a sua Estação Científica Ferreira Penna, com projetos de pesquisa e de extensão consolidados em sua história. A ideia é apresentar essa produção, no contexto desafiador em que a ciência brasileira permanece ativa, apesar dos cortes no orçamento público e do quadro funcional ainda insuficiente.

Em um ano: 1,5 milhão de registros digitalizados no Museu

Um dos indicadores medidos a partir do TCG é o Índice de Uso Anual das Coleções Científicas. Entre outros números que o compõem, um salta aos olhos: apenas no ano passado, 1.499,785 registros das coleções biológicas do Museu Goeldi foram digitalizados e disponibilizados em plataformas de dados abertos, sendo mais da metade no Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), desenvolvido pelo MCTI com suporte técnico da ONU Meio Ambiente (Unep) e apoio financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Coordenadora de Pesquisa e Pós-graduação do Museu Goeldi, Marlúcia Martins celebra o resultado, enfatizando que o patrimônio salvaguardado pela instituição é da população brasileira e deve estar, cada vez mais, acessível.

“É óbvio que o primeiro beneficiário dessa popularização da informação é a própria academia porque permite intercâmbios, visitas de estudantes que estudam as espécies. Isso aumenta a nossa visibilidade acadêmica e institucional. Mas, a própria sociedade também se beneficia, sabendo onde encontrar as espécies, principalmente quando o nosso acervo digitalizado, além dos nomes das espécies, também se constitui como um repositório de imagens. É uma forma das pessoas reconhecerem quem são os animais, as plantas que estão guardadas no Museu. E isso também ajuda a sociedade a valorizar os museus como repositórios de informações”.

7,9 mil novos itens nos acervos e 53 descobertas de espécies

Além do aumento da informatização de dados das espécies, as coleções do MPEG continuam crescendo com novos itens integrados aos acervos. Em toda a instituição, já são mais de 4,5 milhões de itens salvaguardados em 19 coleções, incluindo dados de fósseis, plantas, animais, cerâmicas arqueológicas, objetos de povos originários, registros de línguas indígenas, entre outros.

Em 2025, as coleções biológicas tiveram um incremento de 7.964 novos itens, sendo 4.804 referentes à zoologia e 3.160 relacionados à botânica. Já nas coleções de ciências humanas, formada pelas áreas da etnografia, da linguística e da arqueologia, no mesmo período, foram acrescentados 12 novos artefatos indígenas, 200 gigabytes de áudios em línguas indígenas e 131 novos artefatos arqueológicos.

O Museu Goeldi é referência na salvaguarda desse tipo de patrimônio, não apenas pelo número crescente de novos itens nas coleções, mas, sobretudo, por um conjunto de critérios qualitativos que passam, entre outros aspectos, pela conservação, infraestrutura, organização dos itens, informatização dos dados e pela capacidade de receber visitas de pesquisadores de outras instituições. Na avaliação desse último critério, foram registradas 337 visitas presenciais nas coleções biológicas e 500 visitas presenciais nas coleções de ciências humanas, para fins didáticos e de pesquisa.

Referente às coleções biológicas, outro dado curioso é sobre a descoberta de novas espécies. Na zoologia e na botânica, foram registrados 53 achados até então desconhecidos da ciência, superando as 42 descobertas em 2024. Os novos registros incluem: um gênero de aranha; quatro espécies de microfósseis; 18 espécies de aranhas; 19 de insetos; uma de serpentes, seis de peixes e quatro espécies de angiospermas (Myrtaceae e Cyperaceae) – plantas caracterizadas por apresentarem flores e sementes protegidas por frutos.

Segundo o relatório final do TCG 2025, “o investimento em biotecnologia e genética aplicada tem permitido novas descobertas sobre espécies nativas e suas interações ecossistêmicas, enquanto que a incorporação de tecnologias como inteligência artificial e modelagem computacional amplia o escopo das investigações e potencializa resultados essenciais para a preservação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais”.

224 publicações: mais de uma a cada dois dias

Está na missão institucional do Museu Goeldi: construir e comunicar conhecimentos sobre os ambientes, a biodiversidade e as culturas amazônicas, em benefício da qualidade de vida do planeta. Para isso, a publicação dos resultados das pesquisas realizadas pela instituição torna-se essencial. Em 2025, o MPEG colocou em circulação 224 publicações, incluindo artigos científicos, livros e capítulos de livros.

A proporção é superior a uma publicação lançada a cada dois dias. Em outra frente, o conhecimento é disponibilizado a partir de eventos técnico-científicos. No ano passado, 127 eventos foram promovidos pelo MPEG, mais do que o dobro ocorrido em 2024, cuja soma foi 67.

Para além de publicar um número relevante de artigos em revistas científicas, o Museu Goeldi também ganha destaque porque marca presença em periódicos de reconhecida qualificação, conforme parâmetros acadêmicos validados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação do Ministério da Educação.

Chamados de “qualis”, os indicadores mais valorizados no meio acadêmico são os B1 e B2, que classificam as revistas de alta relevância; e os A1 e A2, que indicam as publicações de excelência internacional. Dos 194 artigos científicos publicados pelo MPEG em 2025, mais de 90% foram publicados em revistas científicas com qualificação igual ou superior à B2, representando o total de 176.

“A sociedade tem pouco conhecimento, de modo geral, sobre os artigos científicos. Mas quando eles são publicados em revistas internacionais, têm um efeito positivo na percepção da sociedade frente à importância da ciência que fazemos para o mundo. Isso torna a população brasileira mais orgulhosa de si mesma”, afirmou a coordenadora de Pesquisa e Pós-graduação do MPEG, Marlúcia Martins.

Para ela, a repercussão internacional dos artigos científicos provoca a imprensa, que colabora com a divulgação científica. “O artigo, quando colocado em revista de alta repercussão internacional, atrai o interesse do jornalismo que, por sua vez, decodifica aquela informação, dando um contexto mais social à contribuição do cientista. Isso também acaba se transformando em uma maior interlocução entre a ciência e a sociedade, o que é muito importante”, concluiu.

Cresce número de pesquisadores formados e de cooperações institucionais

Com dois programas próprios de pós-graduação – Biodiversidade e Evolução (PPGBE), implantado em 2015, e Diversidade Sociocultural (PPGDS), iniciado em 2019 –, o Museu Goeldi atua, desde 1985, em parceria com instituições de ensino superior locais, como a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), cumprindo o objetivo de intensificar a formação de pesquisadores na Região Norte.

Nos dois programas próprios, mais de 100 alunos de mestrado e de doutorado produziram suas pesquisas em 2025, ano em que o MPEG registrou avanço na formação de pesquisadores, com 44 teses, dissertações e especializações concluídas, cinco a mais do que em 2024.

Para intensificar a produção científica e expandir o alcance dos resultados para públicos diversos, localizados fora da região Norte e até em outros países, no último ano, o Museu Goeldi também registrou avanços nas parcerias institucionais, formalizando novas cooperações nacionais e internacionais. Com instituições atuantes no Brasil, o MPEG ampliou as parcerias de 24 para 31, entre 2024 e 2025.

No mesmo período, as cooperações internacionais dobraram, passando de três para seis, estando atualmente em vigor parcerias com as seguintes instituições estrangeiras: Universidade de Oslo (Noruega), Embaixada da Suíça, Embaixada da França, Muséum National d’Histoire Naturelle (França), Creative Connections (Estados Unidos) e Rede Bioamazônia, iniciativa que reúne institutos de pesquisa de cinco países, sendo eles: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru.

Inovação: carrapaticida pet e fibra natural na fila de patentes

Em sua produtividade, o Museu Goeldi também gera inovação tecnológica, transformando pesquisas de ponta em aplicações práticas de produtos, processos, serviços e tecnologias sociais. Isso pode ser observado nos processos de patentes mobilizados pela instituição.

Em 2025, dois novos pedidos de patente foram solicitados ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): um para o compósito termorrígido e seu respectivo método de fabricação, e outro para o carrapaticida natural à base de extratos e óleos essenciais, ambos baseados na espécie vegetal Montrichardia spp., popularmente conhecida como aninga, planta aquática nativa da Amazônia, cujas propriedades foram originalmente identificadas a partir de observações da população ribeirinha.

O compósito termorrígido reforçado com as fibras da aninga é um material altamente resistente, considerado economicamente viável para ser usado em componentes estruturais, substituindo materiais sintéticos caros na indústria, como a fibra de vidro. Já o carrapaticida foi desenvolvido para aplicação em produtos veterinários do mercado pet, como xampus, sabonetes (líquidos e em barras), sprays, coleiras, talcos e outras formulações tópicas para limpeza de ambientes frequentados por pets. Sua eficácia já foi comprovada, em especial contra o Rhipicephalus sanguineus, conhecido como carrapato-vermelho-do-cão ou carrapato-marrom.

Os pedidos de registro das novas patentes foram solicitados pelo Núcleo de Proteção ao Conhecimento, Inovação e Transferência de Tecnologia (NITT) do MPEG, que também atua para registrar novos softwares, desenhos industriais, marcas e outros projetos que envolvam mecanismos de proteção da propriedade intelectual.

A análise dos pedidos de patente, no entanto, pode demorar anos até a aprovação pelo INPI. Atualmente, o MPEG apresenta um portfólio com uma patente deferida (armadilha de insetos para favorecer coletas científicas, patenteada em 2017), 14 solicitações de patentes – sendo três em cotitularidade com outras instituições –, dois registros de marca e quatro registros de softwares.

Na trajetória de resultados alcançados pelo NIIT, um dos destaques é a incubação da primeira startup deep tech em uma unidade de pesquisa na Amazônia vinculada ao MCTI, em 2024. A Iasauatec Amazon é uma startup de base científica criada a partir das pesquisas desenvolvidas no MPEG sobre a Terra Preta Arqueológica (TPA). Das pesquisas, surgiu o Tecnossolo Ancestral, um biofertilizante que reproduz as propriedades milenares da TPA, com grande potencial de revolucionar a agricultura livre de agrotóxicos.

Mais de 230 mil pessoas no parque e em projetos com comunidades

Comunicar a ciência para o grande público é um dos desafios cotidianos do Museu Goeldi. Seu Parque Zoobotânico, instalado há 130 anos no bairro de São Brás, na capital paraense, continua sendo um dos destinos mais procurados por quem deseja experimentar o contato com a natureza dentro de uma metrópole. Nele, além da coleção viva da botânica, que divide a morada com os animais, são realizadas exposições temáticas e projetos de extensão com o objetivo de popularizar a ciência produzida pela instituição. Além do público formado por visitantes locais e por turistas, o parque recebe escolas públicas e privadas, que organizam, em parceria com o Serviço de Educação do MPEG, trilhas orientadas, entre outras atividades.

Embora expressivo, o total de 205.926 visitantes no parque em 2025 seria maior, caso o espaço não tivesse fechado para obras de manutenção, durante os preparativos para a COP30. Conforme a coordenadora de Comunicação e Extensão do MPEG, Sue Costa, no primeiro semestre, o parque teve o horário de visitação reduzido até às 14h e, entre os meses de agosto e novembro, permaneceu fechado completamente para visitação.

“Se fizermos o cálculo considerando apenas o tempo do parque disponível para o público, perceberíamos que, na verdade, a visitação foi até maior, pois, só no período da COP, tivemos visitação máxima, chegando a registrar um pico de 8 mil pessoas em um dia”, afirmou.

Mesmo com a redução do tempo para visitas públicas, 204 escolas foram recepcionadas no parque, em 2025, registrando a presença de 9.155 estudantes.

Analisando os projetos desenvolvidos em comunidades, o número de pessoas atendidas chegou a 25.131 no ano passado, envolvendo 315 participações de pesquisadores e de professores da instituição. No total, 69 materiais didático-pedagógicos foram confeccionados, como produtos dos projetos realizados.

“O Museu Goeldi tem uma forte relação com as comunidades, a partir de programas consolidados. Como exemplo, posso citar as ações educativas em Caxiuanã, que respondem por grande parte das atividades de extensão. O parque é o local mais conhecido, entretanto, atuamos com as comunidades em todas as nossas bases físicas, reforçando o papel institucional de espaço para diálogos e transformações sociais”, avaliou Sue Costa.

Somado com os 205.926 visitantes no parque, o número de pessoas diretamente incluídas nas atividades de popularização da ciência ultrapassa 230 mil. Além disso, o MPEG organizou nove feiras e exposições em 2025 e participou de outras oito, promovidas por outras instituições. Nesses eventos, o Museu registrou 87 participações de servidores, bolsistas e outros integrantes vinculados às suas equipes, com objetivo de divulgar a ciência que produz.

Resiliência científica: alta produtividade apesar de orçamento e pessoal insuficientes

O que muita gente pode não saber é que mesmo com a produção científica intensa, o Museu Goeldi enfrenta um descompasso em relação à força de trabalho. Nos últimos oito anos, por exemplo, a instituição sofreu uma redução de 27% no número de servidores efetivos, entre pesquisadores, tecnologistas e analistas. Porém, a defasagem é histórica. No início dos anos 1990, o MPEG contava com 333 servidores. Em 2017, esse número caiu para 237.

Em dezembro de 2025, o quadro totalizava 173 servidores, correspondendo a apenas 59% da lotação autorizada. Ou seja, o Museu, até o final do ano passado, atuou com a lacuna de 41% da sua força de trabalho. Nesse contexto, 59 servidores estão prestes a se aposentar. Tudo isso indica alta produtividade, mesmo com escassez de pessoal.

Para amenizar a defasagem, um passo importante foi dado em 2025, com a conclusão de concursos públicos com vagas para 39 novos servidores, sendo 17 pesquisadores, 12 analistas e 10 tecnologistas, cujas nomeações seguem em andamento.

Mesmo com a chegada dos novos servidores efetivos, os bolsistas do MPEG continuam sendo parte fundamental para dar sustentação à engrenagem da produção científica na instituição. Orientados por pesquisadores, os bolsistas atuam em pesquisas desenvolvidas em campo e nos laboratórios, como também nos projetos de inovação tecnológica.

Em 2025, a força de trabalho dedicada à pesquisa contou com 290 colaboradores, sendo 39 pesquisadores, sete tecnologistas e 29 técnicos de nível superior, enquanto que os bolsistas totalizaram 215, representando 74% da força de trabalho implementada nos estudos. Atualmente, após as nomeações de novos concursados este ano, o quadro funcional efetivo do Museu Goeldi conta com 202 servidores e empregados externos. Considerando servidores efetivos (173) e bolsistas (215), no final do ano passado, a instituição contava com 388 profissionais e estudantes em seu quadro funcional, segundo os números do TCG.

Mesmo em um contexto de contenção orçamentária e de equipe defasada, o Museu Goeldi conseguiu destaque na avaliação de desempenho também no indicador de alavancagem de recursos. Enquanto o orçamento da União havia reservado para a instituição o valor de R$ 19.156.638,00 para 2025, no mesmo ano, o MPEG conseguiu captar, por meio de parcerias institucionais, o total de R$ 32.179.709,71, montante que representa 167% (quase o dobro) do valor que recebeu do Governo Federal. Os recursos extraorçamentários viabilizam a execução de 55 projetos na instituição.

O diretor Nilson Gabas Júnior avalia a capacidade produtiva do Museu Goeldi, apesar das dificuldades.

“Fazemos pesquisa básica, produzimos inovação, produzimos desenvolvimento tecnológico. Com o conhecimento gerado, influenciamos as políticas públicas, somos muito fortes em comunicação científica. Isso precisa ser reconhecido. Ainda precisamos preencher lacunas para conseguir executar mais e melhor aquilo que a gente faz, que é produzir pesquisa, comunicar conhecimento, preservar acervo, formar recursos humanos, inovar e ter imbricação com os tomadores de decisão para elaboração de políticas públicas. Isso, no nosso dia a dia, é muita coisa. Sem dúvidas, precisamos de mais orçamento e de mais gente para continuar cumprindo a nossa missão a contento”, finalizou.

*Com informações do Museu Goeldi

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