Manaus é considerada o epicentro recente da doença. Foto: Csiro Division/Wikimedia Common
O vírus Oropouche infectou mais de 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe entre 1960 e 2025, mais do que o total de casos oficialmente registrados. No Brasil, seriam cerca de 5,5 milhões de infecções, de acordo com um estudo coordenado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).
Manaus (AM) despontou como o epicentro recente da transmissão, com um total de infecções até 200 vezes maior que o de casos confirmados.
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Surtos da doença registrados em Manaus influenciam na classificação

A capital amazonense registrou dois grandes surtos, em 1980 e 1981 e em 2023 e 2024, ambos com pico na estação chuvosa, atingindo mais de 12% da população.
Entre o fim de 2023 e meados de 2024, a proporção de pessoas com anticorpos contra o Oropouche mais que dobrou, passando de 11,4% para 25,7%.
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Em regiões remotas da Amazônia, o acesso limitado aos serviços de saúde contribui para que muitos casos não sejam diagnosticados.
Transmitida por maruins, também chamados de mosquitos-pólvora (Culicoides paraensis), a febre do Oropouche causa sintomas semelhantes aos da dengue e pode evoluir para quadros graves, com complicações neurológicas, materno-fetais e risco de morte (FM-USP e Nature Medicine, 24 de março).
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Revista Pesquisa Fapesp
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