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Desafio de inovação impulsiona desenvolvimento da Amazônia de fronteira

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 7 horas)
Desafio de inovação impulsiona desenvolvimento da Amazônia de fronteira

Desafio de inovação mobiliza Alto Solimões e impulsiona soluções para a bioeconomia (Foto: Divulgação/MIDR)

 O município de São Paulo de Olivença (AM) recebeu, entre os dias 7 e 10 de abril, o Desafio de Ideias Inovadoras, que chegou ao fim nesta sexta-feira (10) com foco no tema “Inovar com Propósito: Soluções locais, impactos reais”. Realizada pelo IFAM Campus Tabatinga, com apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a iniciativa mobilizou o território da Tríplice Fronteira do Alto Solimões para fortalecer o ecossistema de inovação e incentivar a criação de soluções sustentáveis voltadas à bioeconomia e ao desenvolvimento regional, com a participação de instituições estaduais, municipais e parceiros locais.

A ação integra o conjunto de iniciativas do Programa Fronteira Integrada – PFI e da estratégia BioRegio, voltadas à promoção da bioeconomia como ferramenta de desenvolvimento regional em territórios prioritários na Faixa de Fronteira Amazônica. As regiões de fronteira, que historicamente enfrentam desafios estruturais relacionados à sua localização geográfica e ao acesso a políticas públicas, são prioridade para a política regional. 

Durante os quatro dias de programação, agricultores familiares, artesãos, pescadores, microempreendedores e representantes de comunidades locais participaram de capacitações, mentorias e atividades voltadas ao desenvolvimento de ideias de negócios sustentáveis e inovadores nas áreas de agrobiodiversidade, economia circular e tecnologia da informação e comunicação. A iniciativa atua como indutora de políticas públicas de inovação territorial ao promover a articulação entre instituições de ensino, poder público e comunidades locais.

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Município de São Paulo de Olivença recebeu o desafio de inovação que mobilizou o Alto Solimões.
Município de São Paulo de Olivença recebeu o desafio de inovação que mobilizou o Alto Solimões. Foto: Divulgação

Para o agricultor Jucelino Sales, participante das atividades, a ação trouxe conhecimento prático que já começa a impactar a produção local. “Esse curso foi muito bom, porque nunca tinha vindo uma capacitação dessa para cá. Aprendemos sobre doenças da banana e como manejar a plantação. O que aprendi vai ajudar na minha produção e na renda da minha família. Esses cursos estão trazendo conhecimento que a gente não tinha e isso melhora muito o nosso trabalho”, destacou.

Segundo o coordenador-geral de Gestão do Território, Vitarque Coelho, a iniciativa amplia oportunidades para a população local: “A região de fronteira apresenta desafios importantes relacionados ao acesso a políticas públicas e ao desenvolvimento econômico. Iniciativas como essa permitem criar novas oportunidades a partir das potencialidades locais”, destacou.
 

Durante o evento, os participantes foram organizados em equipes e contaram com mentorias especializadas para desenvolver ideias de negócios. Foram utilizadas metodologias práticas, como Design Thinking, modelo de negócios Canvas e construção de pitch, para a estratégia de apresentação do projeto.
 

Além do caráter formativo, o desafio contribuiu diretamente para a estruturação de um ambiente de inovação no Alto Solimões, ao gerar um conjunto inicial de projetos com potencial de desenvolvimento e incubação. A ação também está alinhada à implantação da incubadora de empresas vinculada ao IFAM e ao Centro Mapati.

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“O BioRegio olha para o território a partir dos biomas, reunindo agentes de promoção e desenvolvimento, universidades, empresas e setores público e privado para estruturar novos produtos e processos focados na bioeconomia”, afirma o secretário, Daniel Fortunato. “No caso específico da Amazônia, trabalhamos com a faixa de fronteira, região prioritária da política regional, por meio da estruturação de centros de inovação em bioeconomia voltados ao desenvolvimento de novos produtos e serviços”, acrescentou.

O desenvolvimento da bioeconomia no Território do Alto Solimões é uma entrega prevista em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) celebrados entre o MIDR e o Consórcio Amazônia Legal (CAL), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI-PR). O encontro também contou com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas (SEDECTI – AM) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE – AM), além da Prefeitura de São Paulo de Olivença (AM) e parceiros locais.

Centro Mapati

O evento está diretamente relacionado à implementação do Centro Mapati de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento Sociobioeconômico do Alto Solimões, estruturado por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED) nº 950998/2023, firmado entre o MIDR e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), com investimento de R$ 5,4 milhões. 

O Centro Mapati é uma iniciativa estratégica da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR/MIDR), com foco na bioeconomia, na inclusão produtiva e na geração de negócios. Sua atuação está baseada em três eixos principais: capacitação, desenvolvimento de produtos e apoio à criação de empreendimentos, articulando cadeias produtivas da agrobiodiversidade, tecnologias da informação e comunicação e economia circular. 

Ecossistemas de inovação

A atuação da SDR/MIDR na estruturação de ecossistemas de inovação integra uma estratégia nacional de desenvolvimento regional baseada na indução de ambientes inovadores em territórios prioritários. No Alto Solimões, essa estratégia inclui o Parque Científico e Tecnológico do Alto Solimões (PACTAS), apoiado por meio do TED nº 051/2020 (MIDR–UFAM), com investimento inicial de cerca de R$ 2,5 milhões. A iniciativa é voltada ao diagnóstico de cadeias produtivas da bioeconomia, implantação de infraestrutura de inovação e apoio a empreendimentos locais. O território também conta com a Inpactas, incubadora de negócios de impacto ambiental que apoia startups em operação.

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No Pará, a região do Xingu recebe ações voltadas à cadeia do cacau e ao empreendedorismo inovador, com destaque para o Centro de Inovação do Cacau e Chocolate da Transamazônica (CICC), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). A iniciativa atua em pesquisa aplicada, agregação de valor e inserção de produtos no mercado.

Já na fronteira entre Brasil e Uruguai, o MIDR atua por meio do Programa Fronteira Integrada na estruturação do Parque Tecnológico Binacional de Sant’Ana do Livramento–Rivera (PATES). O projeto foi pré-selecionado para captação de aproximadamente R$ 40 milhões junto ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM), com foco em cadeias estratégicas como energias renováveis, agroindústria e turismo.

*Com informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR)

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