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Em carta, indígenas veem avanços, mas cobram demarcações e proteção

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Em carta, indígenas veem avanços, mas cobram demarcações e proteção

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Os representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), entidade que coordena o Acampamento Terra Livre em Brasília (DF), levaram, nesta quinta-feira (9), para a Secretaria-Geral da Presidência e para o Ministério das Minas e Energia, uma carta de sete páginas que reconhece avanços nas políticas públicas, mas que traz reclamações sobre a demora nas demarcações dos territórios. 

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Com o título de ‘Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida’, o documento aponta que o atual governo foi construído com apoio do movimento indígena para ‘reconstruir condições de institucionalidade e democracia’.

“É preciso reconhecer que houve mudanças importantes neste período”, diz.

Entre essas mudanças, foram citadas a criação do Ministério dos Povos Indígenas, a presença de autoridades indígenas em posições de destaque no Poder Público e a reconstrução de espaços de diálogo. 

Leia também: Portal Amazônia responde: O que é Acampamento Terra Livre?

Em carta, indígenas veem avanços, mas cobram demarcações e proteção
Em carta, indígenas veem avanços, mas cobram demarcações e proteção. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

No entanto, os representantes consideram que as ações ainda estão aquém do necessário.

“Reconhecemos avanços, mas eles ainda não respondem à urgência histórica nem à dívida do Estado brasileiro com os nossos povos”.

Cenário de violência

Os indígenas dizem que há um cenário de aumento de invasão dos territórios, violência e criminalização de povos, lideranças e organizações indígenas. 

“Houve reconstrução de parte da institucionalidade e mudanças no discurso, mas a proteção concreta dos territórios e da vida dos povos indígenas ainda precisa ganhar consistência e continuidade”, afirma a carta.

Os indígenas argumentam que os direitos às políticas públicas são obrigações permanentes do Estado. 

A carta cobra medidas para seis áreas: ‘demarcação e proteção dos territórios’, ‘consulta, participação e autodeterminação’, ‘orçamento e governança permanente’, ‘vida, segurança e bem viver’, ‘clima, transição ecológica e vedação à espoliação’, ‘memória, reparação e futuro dos povos’.

*Por Luiz Claudio Ferreira, Agência Brasil.

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