O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para receber 4 técnicos da operadora Vivo na residência onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília. O pedido foi apresentado nesta 3ª feira (3.nov.2026) ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro no STF. Eis a íntegra (PDF – 245 kB).
A defesa solicita a entrada dos profissionais para atendimento técnico relacionado aos serviços de internet e televisão no imóvel, entre 12h e 18h. Pede que o ingresso dos profissionais seja autorizado exclusivamente para a realização do serviço, com observância das condições de fiscalização e segurança vigentes.
PRISÃO DOMICILIAR
Bolsonaro está em prisão domiciliar por determinação de Moraes, que decidiu manter o ex-presidente nesse regime. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
No sábado (31.out), o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) visitou o pai e relatou preocupação com a saúde física e psicológica do ex-presidente. Segundo Carlos, Jair voltou a ter crises de soluço e também sente saudades dos filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que estão nos Estados Unidos.
FLÁVIO E EDUARDO NOS EUA
Na 3ª feira (27.out), Flávio fugiu do Brasil para os EUA, acompanhado da mulher e das duas filhas adolescentes do casal, por se sentir ameaçado com eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal expediu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio só 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter declarado o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026 –o vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio.
O magistrado avalizou o pedido da PF para apreender os documentos de Flávio e proibi-lo de sair do país. Leia a linha do tempo do caso aqui.
Já Eduardo vive autoexilado nos EUA desde fevereiro de 2025. Afirma ser alvo de “perseguição política” e diz que a situação também atinge sua família. Fora do Brasil, perdeu o mandato na Câmara dos Deputados por faltas e foi demitido do cargo de escrivão da PF.
Eduardo foi condenado pelo STF por sua atuação nos EUA para pressionar ministros da Corte durante o julgamento da ação penal contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Um mandado de prisão contra ele já foi expedido por Moraes.
