Uma juíza federal do Alasca rejeitou neste domingo (1º.nov.2026) uma ação judicial do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). A ação buscava impedir a oficialização de uma eventual derrota do senador republicano Dan Sullivan nas eleições de meio de mandato na 3ª feira (3.nov), caso os votos destinados a um adversário de mesmo nome alterassem o resultado da disputa.
A juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Anchorage, concluiu que o Departamento de Justiça não tem legitimidade jurídica para apresentar a ação. O processo foi movido contra o Estado do Alasca, a diretora da Divisão Eleitoral, Carol Beecher, e os órgãos responsáveis pela supervisão das eleições e pela revisão da contagem dos votos.
Gleason também questionou a viabilidade da solicitação apresentada pelo governo federal na 6ª feira (30.out) para separar todas as cédulas com votos em Dan J. Sullivan. Morador de Petersburg, ele concorre ao mesmo cargo e tem nome semelhante ao do senador republicano.
ENTENDA O CASO
O Departamento de Justiça apresentou a ação na semana passada, antes de o jornal The New York Times publicar uma reportagem sobre o envolvimento de aliados de Mary Peltola, candidata democrata ao Senado dos Estados Unidos, em uma articulação para retirar votos do senador republicano Dan Sullivan.
Segundo o jornal, integrantes da campanha de Peltola e de um grupo nacional ligado ao Partido Democrata teriam ajudado a recrutar Dan J. Sullivan para concorrer na eleição. A iniciativa teria como objetivo dividir os votos do adversário republicano de mesmo nome. A campanha da democrata nega participação na articulação.
No Alasca, o senador republicano Dan Sullivan enfrenta a ex-deputada federal democrata Mary Peltola. O resultado da eleição pode ser decisivo para determinar se o Partido Republicano manterá o controle do Senado dos Estados Unidos.
