O assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, providenciou o jato particular usado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para fugir do Brasil para os Estados Unidos depois da derrota na eleição presidencial. As informações são do The New York Times.
O jornal norte-americano também informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), autorizou a entrada temporária de Flávio e de seus familiares no país.
Segundo o jornal, o senador recebeu autorização de permanência temporária pelo mecanismo conhecido como parole, concedido em situações humanitárias urgentes ou de benefício público significativo. Uma autoridade norte-americana afirmou que Flávio poderá solicitar residência permanente (green card) posteriormente.
A Polícia Federal informou não ter registro oficial da saída de Flávio do Brasil e investiga as circunstâncias da viagem e o possível descumprimento de determinações judiciais.
Na 4ª feira (28.out), Flávio divulgou uma carta em que afirmou ser alvo de perseguição política e agradeceu a Trump e ao presidente argentino Javier Milei. Inicialmente, declarou-se o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas, depois, substituiu a expressão por “líder do Brasil”.
FUGA DO BRASIL
Flávio Bolsonaro, sua mulher e as duas filhas adolescentes do casal fugiram do Brasil por se sentirem ameaçados por eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal expediu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio só 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter declarado o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026.
O vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio. Moraes autorizou o pedido da PF para apreender os documentos do senador e proibi-lo de sair do país. Leia a linha do tempo do caso.
