O diretório do PT (Partido dos Trabalhadores) no Paraná publicou, nesta 2ª feira (26.out.2026), uma imagem com a mensagem “Deltan, vc é o próximo…” nas redes sociais oficiais. O “Deltan” em questão é o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR).
Ao Poder360, a assessoria do diretório da sigla afirmou que a frase é uma referência à possibilidade de indeferimento da candidatura de Dallagnol, já que a questão depende de um julgamento definitivo no plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

“A postagem é no sentido de que o PT, que já tem ações contra ele [Deltan] no Tribunal Superior Eleitoral, vai dar continuidade a essas ações por ter entendido que ele não tinha as condições jurídicas para poder disputar a eleição do Paraná. […] Tudo isso dentro do âmbito da Justiça”, afirmou Marlon Alessandro, secretário de comunicação do PT-PR.
Nos comentários, apoiadores da oposição criticaram a mensagem da publicação, afirmando que ela ia contra princípios democráticos ao “ameaçar” Dallagnol. Segundo o diretório, essa interpretação é um “exagero”, já que o partido pretende buscar o indeferimento por meios legais: “O partido age dentro da legalidade. O encontro de Dallagnol será com a Justiça Eleitoral por ter burlado a Lei da Ficha Limpa”.
Nas redes sociais, Dallagnol respondeu à publicação e criticou o conteúdo.
Leia a íntegra da nota:
“Viva à “democracia”, eles disseram.
“Não deu nem 24 horas depois da eleição, o PT já ameaça os 3 milhões de votos que o Paraná confiou a mim.
“Enquanto isso, parlamentares da esquerda pedem a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro e prometem ir atrás de outras lideranças da direita.
“Esse é o “governo do amor”: ódio, vingança e perseguição contra quem ousa enfrentar o sistema.
“Aos mais de 59 milhões de brasileiros que não escolheram o PT, vocês não estão sozinhos. Não vamos abaixar a cabeça nem abandonar o Brasil.
“Se você também vai continuar lutando, deixe a sua mensagem nos comentários!”.

ENTENDA
Dallagnol teve seu registro de candidatura indeferido em 3 de outubro, véspera do 1º turno, pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral.
O motivo foi a aplicação da Lei da Ficha Limpa decorrente da cassação do seu mandato de deputado federal em 2023.
Ele recorreu e concorreu nas urnas como candidato “deferido com recurso”. Obteve 2.904.594 votos no 1º turno das eleições de 2026 e garantiu a 2ª vaga do Paraná ao Senado.
Como o julgamento do recurso contra o indeferimento, previsto para o início de outubro, foi adiado a pedido da defesa, a análise final ficou marcada para ocorrer depois do 2º turno, entre o fim de outubro e dezembro de 2026, mas obrigatoriamente antes da diplomação dos eleitos em 18 de dezembro.

