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Presidente do PCO diz que Flávio é perseguido e que STF exerce ditadura

Radar Olhar Aguçado(há 40 minutos)

O presidente do PCO (Partido da Causa Operária) e candidato não eleito à Presidência, Rui Costa Pimenta, afirmou nesta 3ª feira (27.out.2026) que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) é uma “perseguição política”.

“Até um cego vê que trata-se de uma perseguição política”, disse, em uma série de publicações na conta oficial do PCO no X. Rui Costa Pimenta também publicou diversas vezes em sua própria conta no X comentando os desdobramentos políticos dos últimos dias.

Sobre os passaportes, afirmou que, caso a Polícia Federal apreendesse os documentos de todos os que tiveram relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, “seria necessário alugar um prédio” para guardá-los. Flávio descumpriu a ordem de Moraes e não entregou os documentos.

“Mundo da fantasia. Se pedissem o passaporte de todo mundo que se envolveu com Vorcaro, inclusive do PT, que sai com prostitutas e faz superfaturamento, precisaria alugar um prédio em Brasília para guardar os passaportes. Flávio Bolsonaro não foi condenado de nada disso. É uma questão política e nada mais. Cadê o passaporte do Alexandre de Moraes?”, indagou.

Alguns dos comentários do político repercutiram e receberam críticas, afirmando que ele estava “defendendo” Flávio. Rui Costa Pimenta rebateu, dizendo que está “defendendo interesses democráticos do povo”.

Assista a um dos vídeos de Rui Costa Pimenta sobre o tema:

Por que Flávio Bolsonaro está sendo perseguido?

Porque ele teve quase 60 milhões de votos.
Ele tem uma bancada muito expressiva no Senado e outra no Congresso, e poderia conseguir o impeachment de determinados ministros do STF. https://t.co/DieP0BFp7N

— PCO – Partido da Causa Operária (@PCO29) October 27, 2026

ENTENDA

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil nesta 3ª feira (26.out). O site argentino Infobae noticiar que ele deixou o Brasil e foi para a Argentina, de onde seguiu para os Estados Unidos. A informação foi confirmada ao Poder360 por aliados do presidente, apesar de Flávio permanecer incomunicável.

Na 2ª feira (26.out), o congressista havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes em até 24 horas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi tomada depois de a PF solicitar a apreensão dos documentos do senador na noite de domingo (25.out), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito. A medida está relacionada a uma investigação que envolve o advogado Willer Tomaz.

Apesar de não ter sido condenado pela Justiça, Flávio é investigado em 2 inquéritos que tramitam no STF. Um deles, relatado por Moraes, apura possível lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, com envolvimento do advogado Willer Tomaz. O outro investiga o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

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