O PT deve anunciar na 3ª feira (27.out.2026) apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão será discutida em reuniões previstas para esta 2ª feira (26.out) e para a manhã de 3ª feira, em meio às negociações por espaços de comando na Casa e pela votação de pautas prioritárias para o governo.
Integrantes do partido se reunirão nesta 2ª feira (26.out), às 19h, na residência oficial da Presidência da Câmara, no Lago Sul, em Brasília. Na 3ª feira, às 10h, será a vez da bancada petista se reunir com deputados atuais e eleitos. Depois do encontro, a sigla deve formalizar o apoio ao deputado paraibano.
Negociação de cargos na Câmara
Nas negociações, o PT busca espaço na Mesa Diretora, com a 1ª Secretaria ou uma vice-presidência, além do comando de comissões estratégicas. Entre as prioridades estão a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), a CMO (Comissão Mista de Orçamento) e a CFT (Comissão de Finanças e Tributação).
Com o apoio do PT, Motta ampliará para 12 o número de partidos que já declararam apoio à sua reeleição, considerando União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, Solidariedade, PRD, PSB e PDT, além do PT. A adesão petista também reduzirá o espaço para que o PL articule uma candidatura capaz de rivalizar com a do atual presidente da Câmara.
PEC da tarifa zero é prioridade
Além das negociações sobre a composição da Câmara, o PT tem como prioridade a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da tarifa zero até o fim de 2026. A proposta encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso em 21 de outubro estabelece a destinação de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares para financiar o transporte público gratuito aos fins de semana e feriados a partir de 2027.
O texto reserva 26,8% das emendas individuais e de bancada de execução obrigatória para custear a medida. Os recursos sairão de verbas já previstas no Orçamento, sem aumento do valor total destinado às emendas parlamentares.
O modelo de repasse dos recursos às prefeituras e às empresas de ônibus ainda será definido depois da aprovação da PEC. A regulamentação poderá ser feita por meio de um projeto de lei.
O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 define R$ 44,8 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória. Na prática, a PEC direciona parte desses recursos ao financiamento do transporte público gratuito, reduzindo o montante disponível para outras despesas indicadas por deputados e senadores.
O governo afirma que a medida não aumentará a despesa primária nem comprometerá a meta de resultado primário.
