O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 10,4 milhões de votos a mais no 2º turno deste domingo (25.out.2026) do que no 1º. Na parcial analisada, somava 64,2 milhões de votos e superava sua marca de 2022, quando teve 60.345.999 ao derrotar Jair Bolsonaro (PL).

No 1º turno de 2026, Lula havia recebido 53.879.538 votos. A parcial do 2º turno representa um aumento de 19,1%. Em relação à eleição de 2022, o presidente somou 3,8 milhões de votos a mais.
Com 99,8% das seções totalizadas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha 59.810.820 votos. Lula somava 64.180.679, uma vantagem de 4.369.859 votos. A vitória do petista já estava matematicamente definida.
O resultado marcou também uma virada inédita nas eleições presidenciais diretas do atual período democrático: Lula foi o 1º candidato a vencer o 2º turno depois de terminar a 1ª votação atrás do adversário.
VIRADA INÉDITA
No 1º turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 56.104.503 votos, ou 47,03% dos válidos. Lula ficou em 2º lugar, com 53.879.538 votos, equivalentes a 45,16%.
A diferença de 2.224.965 votos, ou 1,87 ponto percentual, foi a menor registrada entre os 2 primeiros colocados em um 1º turno presidencial desde 1989.
Na parcial da votação decisiva, Lula havia acrescentado 10.301.141 votos ao resultado inicial. Flávio ganhou 3.706.317. O aumento na votação do petista foi quase 3 vezes o registrado pelo senador.
RECORDE DE VOTAÇÃO
Em 2022, Lula recebeu 60.345.999 votos no 2º turno, contra 58.206.354 de Jair Bolsonaro. Venceu por 50,90% a 49,10% dos votos válidos, diferença de 1,80 ponto percentual –a menor em uma 2ª votação presidencial no Brasil.
Em 2014, Dilma Rousseff (PT) derrotou Aécio Neves (PSDB) por 51,64% a 48,36%, margem de 3,28 pontos percentuais.

