O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste domingo (25.out.2026) que, se vencer o 2º turno das eleições, deverá sua vitória ao povo brasileiro, que classificou como “um exército da democracia”. A declaração foi dada depois de votar em São Bernardo do Campo (SP), na última fala pública antes do início da apuração do 2º turno.
Lula, de 80 anos, disputa o 4º mandato e não deve concorrer a nenhuma outra eleição. “O povo foi muito generoso comigo”, afirmou. O petista disse ter 50 anos de vida política. Citou a campanha das Diretas Já como uma das mais fortes que o país já viu, mas afirmou que a mobilização do 2º turno foi algo que nunca tinha presenciado. Segundo ele, a mobilização foi “quase que inexplicável” do ponto de vista sociológico.
Lula não citou o canal na fala, mas o termo “exército” ganhou peso na campanha. O deputado André Janones (Rede-MG) administra no WhatsApp o canal Exército do Lula, que reúne mais de 10 milhões de inscritos e é usado para mobilizar apoiadores. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE a suspensão do canal, mas a Procuradoria Geral Eleitoral afirmou ao tribunal que a mobilização de eleitores é legítima.
“Não foi partido político, não foi sindicato, não foi igreja, não fui eu nem o Alckmin. Ou seja, o povo foi pra rua pra defender as suas conquistas”, declarou.
Lula também afirmou que as manifestações dos últimos 100 dias foram as maiores já vistas no país, muitas “totalmente espontâneas”.

O presidente chegou à votação depois de duas semanas de atos de rua. No 1º turno (4.out), ficou em 2º lugar, com 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio.
Em 11 de outubro, o PT falou em 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista. Imagens de drone mostraram público em 7 quarteirões.
O ato de encerramento, em 24 de outubro, ocupou 14 quarteirões da Paulista. O PT estimou mais de 2 milhões de pessoas, sem informar a metodologia.
LULA VOTA
O petista votou por volta das 10h02, na Escola Estadual João Firmino Corrêa de Araújo. Saiu de casa por volta das 9h e votou cerca de 1 hora depois de Flávio Bolsonaro (PL), adversário no 2º turno. O PT afirmou na 6ª feira (23.out) que esta seria a “última vez” em que o partido votaria “nesse gigante”.
Depois de votar, Lula apontou para o número 13 no peito. Cumprimentou os mesários, pegou uma bandeira do Brasil e posou para foto.
Estavam com ele:
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Geraldo Alckmin (vice-presidente da República);
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Lu Alckmin (esposa do vice-presidente);
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Janja Lula da Silva (primeira-dama);
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Fernando Haddad (ex-ministro da Fazenda);
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Simone Tebet (ex-ministra do Planejamento e Orçamento);
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Marina Silva (ex-ministra do Meio Ambiente);
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Alexandre Padilha (ministro da Saúde);
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Luiz Marinho (ministro do Trabalho e Emprego);
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Paulo Pereira (ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte).
Críticas a Flávio
Durante o pronunciamento, Lula apresentou a eleição como uma escolha entre 2 projetos de país e citou a educação e o armamento como exemplos da diferença entre as propostas.
“Se a gente quer um Brasil que distribua milhões de livros didáticos para sua escola, ou a gente quer um Brasil em que distribua a possibilidade de comprar milhão de armas”, afirmou.
O presidente também criticou abertamente o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de “desqualificado moralmente, eticamente, pessoalmente”. Disse que o senador mentia e questionou a origem de seu patrimônio.
Fim da campanha
Lula encerrou agradecendo ao povo. “Jogo tá jogado. Que Deus abençoe os eleitores brasileiros”, disse. A votação termina no fim da tarde, e a apuração começa em seguida.

