Helder Barbalho Filho (MDB), filho do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou neste domingo (25.out.2026) que a esquerda cometeu um erro ao não investir na comunicação digital durante os últimos 4 anos. Segundo ele, a falta de atuação nas redes sociais prejudicou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 1º turno das eleições.
Em entrevista à live especial Poder Eleições, do Poder360, sobre a apuração do 2º turno, Helder Filho disse que a mobilização de jovens, artistas e influenciadores nas redes sociais foi decisiva para ampliar o engajamento de apoiadores de Lula na reta final da disputa.
“Foi um erro, não somente na campanha, mas um erro ao longo dos 4 anos não ter, de fato, se digitalizado completamente. Foi algo muito analógico. Infelizmente, uma parte do campo político ainda é muito analógica”, declarou.
Na avaliação do emedebista, uma presença digital mais consistente poderia ter alterado o cenário eleitoral no 1º turno. Ele afirmou que a centro-esquerda e a esquerda ficaram sem lideranças de destaque nas plataformas, enquanto políticos ligados ao bolsonarismo ampliaram sua influência.
Helder Filho também destacou a mobilização de jovens durante o 2º turno. Segundo ele, um ato realizado em Belém no sábado (24.out) reuniu mais de 30.000 pessoas a partir de convocações pelas redes sociais. O número foi informado pelo entrevistado.
Assista à live Poder Eleições deste 2º turno:
JANONES
O filho do governador defendeu a atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal Exército do Lula no WhatsApp. Afirmou que a campanha petista estaria em situação pior sem a mobilização promovida pelo congressista.
“Eu acho que é um erro grotesco o Janones não ter feito mais parte desse processo durante 4 anos. Se não fosse o canal do Exército do Lula, criado por ele, se não fosse o chamamento dele no Twitter, no Instagram ou no Facebook, a gente estaria numa situação muito pior hoje”, disse.
Questionado sobre a queda na votação de Janones para a Câmara dos Deputados, de 238 mil votos em 2022 para 78 mil em 2026, Helder Filho atribuiu o desempenho à menor exposição do congressista durante os últimos 4 anos.
Ele afirmou que Janones deve continuar exercendo influência na comunicação digital da esquerda, independentemente do resultado da eleição presidencial.
O emedebista também disse acreditar que a mobilização do 2º turno conseguiu alcançar pessoas fora do eleitorado tradicional de Lula. Citou os 10,5 milhões de seguidores do canal Exército do Lula como exemplo do alcance da iniciativa.
“Eu não quero conversar com quem já vota. Eu quero conversar com o indeciso, quero conversar com quem não votou no 1º turno, para, de fato, conseguir levar essa pessoa à urna”, afirmou.
O alcance do canal, entretanto, não permite determinar quantos eleitores foram efetivamente persuadidos ou mobilizados a votar.
QUESTIONAMENTOS À ELEIÇÃO
Helder Filho também manifestou preocupação com a prorrogação da votação em determinadas localidades e com problemas no transporte de eleitores.
Segundo ele, as ocorrências podem abrir espaço para questionamentos ao resultado da eleição, independentemente do vencedor.
“Isso abre um flanco gigantesco para questionamento, independentemente do vencedor da eleição”, declarou.
Ele citou problemas no transporte público em Salvador (BA) e dificuldades na circulação de balsas no interior do Pará. Afirmou que, apesar de um decreto estadual para garantir o transporte, empresários teriam impedido a saída de embarcações.
FUTURO POLÍTICO
Questionado sobre seus planos políticos, Helder Filho evitou falar em disputar eleições. Disse ter conquistado mais de 300 mil seguidores nas redes sociais na última semana, com vídeos que alcançaram de 12 milhões a 15 milhões de visualizações, segundo seus próprios números.
“Quem sabe, né? 2030, 2028 é logo ali”, afirmou.
O emedebista declarou que pretende continuar sua atuação política e ressaltou que permanece filiado ao MDB.


