O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “pai do Tigrinho” e o senador Flávio Bolsonaro (PL) de “irmão do Tigrinho” durante o debate da TV Globo nesta 6ª feira (23.out.2026). A declaração foi uma resposta ao congressista, que também havia chamado o petista de “pai do Tigrinho”, em referência às apostas on-line.
“O cinismo é uma coisa absurda. O Tigrinho foi criado por vocês em 2022. Não só o seu pai é o pai do Tigrinho, como você é o irmão. Está no mesmo DNA. Explica por que seu pai criou o Tigrinho e fala da educação em tempo integral! Fala o que vai fazer”, declarou Lula.
A exploração de jogos de azar era proibida no Brasil desde o decreto-lei nº 3.688, de 1941, que estabeleceu a Lei das Contravenções Penais, ressalvadas as modalidades autorizadas por legislação específica. Em dezembro de 2018, no governo de Michel Temer (MDB), a lei nº 13.756 legalizou as apostas esportivas de quota fixa. A norma assegurava a regulamentação do setor em até 4 anos, mas o prazo terminou em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, sem que as regras fossem estabelecidas.
Em 2023, já no governo Lula, o Congresso aprovou e o presidente sancionou a lei nº 14.790, que regulamentou as apostas de quota fixa e incluiu os jogos de cassino on-line na modalidade autorizada. A legislação estabeleceu critérios para operação, fiscalização e tributação das empresas. O mercado regulado começou a funcionar em janeiro de 2025, com a exigência de autorização do Ministério da Fazenda para as plataformas.
MP DAS BETS
Em 25 de setembro de 2026, Lula assinou uma medida provisória que proibiu as bets no Brasil, incluindo apostas esportivas e jogos de cassino on-line, como o Tigrinho. A MP determinou o encerramento das operações das plataformas até 6 de outubro e a retirada das publicidades do setor. A medida entrou em vigor a poucos dias do 1º turno das eleições. Contudo, como qualquer medida provisória, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para não perder a validade.
