A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral, nesta 6ª feira (23.out.2026), pedindo a cassação da chapa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento também pede a inelegibilidade por 8 anos do senador e de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A equipe jurídica do presidente justificou a ação afirmando que há a suspeita de um financiamento eleitoral ilícito no caso do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eis a íntegra da ação (24 MB).
A ação menciona a relação do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o filme. Segundo reportagem da revista Piauí, o filme recebeu R$ 65 milhões do então banqueiro. A ação apresentada pelo PT cita uma movimentação de R$ 69 milhões.
Além disso, Lula pede a investigação sobre possível uso de dinheiro do crime organizado para beneficiar a candidatura de Flávio. Segundo a campanha, há a possibilidade de movimentação de recursos destinados ao filme por uma empresa ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
A campanha também pediu o compartilhamento de provas da Polícia Federal e do Ministério Público, a quebra de sigilos bancário e fiscal, perícias e o rastreamento das transferências internacionais.
A ação foi distribuída ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral da Justiça Eleitoral no TSE.
Na 4ª feira (21.out), a coligação Brasil Pronto pra Mais já havia pedido ao TSE a cassação da chapa de Flávio. O pedido trata de possível abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
O Poder360 procurou a campanha de Flávio Bolsonaro por meio de aplicativo de mensagens para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do pedido de cassação da chapa. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
