Uma professora de uma escola municipal de Potirendaba (SP), a cerca de 450 km da capital paulista, disse a alunos de 11 anos que os pardos, negros e pobres morreriam caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) fosse eleito presidente da República. As declarações foram registradas por câmeras de segurança da unidade de ensino.
Em vídeo publicado nas redes sociais na 4ª feira (21.out.2026), a prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti, afirmou que soube do caso por meio da mãe de uma aluna de 11 anos. Segundo ela, a menina chegou em casa chorando e apavorada após as declarações da docente.
Assista ao vídeo (2min42s):
📷#vídeo Professora diz que negros vão morrer se Flávio for eleito
🗣️Uma professora de uma escola em Potirendaba, no interior de SP, disse em sala de aula que os pardos, negros e pobres seriam mortos em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Ela foi afastada do cargo.
👇Assista ao vídeo:
— Poder360 (@Poder360) October 22, 2026
A professora foi afastada das atividades.
A prefeitura abriu uma sindicância para apurar o caso e anunciou encaminhamentos a órgãos de investigação e proteção à infância.
Leia a íntegra da nota da Prefeitura de Potirendaba:
A Prefeitura de Potirendaba informa que tomou conhecimento de relatos graves envolvendo a conduta de uma professora durante uma aula, em uma unidade da rede municipal de ensino. Segundo os relatos recebidos, a professora teria associado um possível futuro cenário político ao regime fascista, e proferido declarações que teriam provocado medo e abalo emocional, aterrorizando as crianças. Também foram relatadas falas de caráter discriminatório, incluindo referências direcionadas a alunos negros, situação que, se confirmada, é absolutamente incompatível com os princípios de respeito, dignidade e igualdade que devem nortear o ambiente escolar, ainda mais quando vindas de quem deveria proteger, ensinar e direcionar os alunos. A situação chegou ao conhecimento da prefeita Gislaine Montanari Franzotti após uma mãe relatar que sua filha, de 11 anos, teria retornado para casa emocionalmente abalada e chorando muito por conta do conteúdo das declarações atribuídas à professora. Diante da gravidade dos fatos, a prefeita determinou que as imagens da sala de aula fossem analisadas, instaurado procedimento administrativo para apuração rigorosa das circunstâncias, peticionado junto ao Ministério Público do Trabalho, ao Juiz da Infância e Juventude, e demais autoridades competentes para que as providências cabíveis sejam adotadas. A Prefeitura de Potirendaba não compactua com qualquer tipo de discriminação ou conduta que provoque intimidação, constrangimento ou sofrimento emocional aos estudantes. A escola deve ser um espaço de conhecimento, formação cidadã, respeito às diferenças e segurança emocional. O estudo de episódios históricos, como o Nazismo, e o Holocausto, é fundamental para a educação, mas deve ser conduzido com responsabilidade pedagógica, sem discriminação, intimidação ou utilização indevida da vulnerabilidade emocional das crianças. Por envolver menores de idade e procedimento em andamento, a Prefeitura preservará a identidade dos estudantes e divulgará novas informações no momento oportuno, respeitando a legislação vigente.
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