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MPF investiga diretor da PF por possível vazamento no caso INSS

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O Ministério Público Federal abriu um Procedimento Investigatório Criminal para apurar se o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, divulgou indevidamente informações sigilosas da operação Sem Desconto –que apura o esquema de fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. A portaria de instauração foi assinada pelo procurador da República Gabriel Pimenta Alves na 5ª feira (15.out.2026).

A investigação do MPF tem origem em declarações feitas por Rodrigues em abril de 2025, quando afirmou publicamente que o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) não era alvo da operação Sem Desconto. As informações são de Robson Bonin, da revista Veja.

O Sindnapi tem ligação com Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que exercia o cargo de vice-presidente da entidade. Porém, como mostrou o Poder360, o sindicato estava sob investigação no momento da declaração, o que levantou suspeitas sobre o teor das informações transmitidas pelo chefe da PF.

O procedimento busca examinar as circunstâncias em que o diretor-geral da PF teve acesso às informações sobre a operação, o conteúdo exato de suas declarações e se houve irregularidade na divulgação de dados protegidos por sigilo.

Câmara do MPF rejeitou arquivamento

O caso foi analisado pela 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que não homologou a promoção de arquivamento apresentada anteriormente. O colegiado indicou a necessidade de aprofundamento das investigações para verificar se houve descumprimento de dever funcional.

A portaria do MPF determina 5 medidas. O encaminhamento do procedimento à Justiça Federal, para fins de controle pelo juiz de garantias, é uma delas.

O documento também ordena a juntada de cópia do ato judicial que fixou o sigilo do inquérito policial relativo ao Sindnapi no âmbito da operação Sem Desconto. Além disso, determina a expedição de ofício a Andrei Rodrigues para que preste esclarecimentos sobre os fatos investigados.

Procurada pelo Poder360, a PF disse que não irá se manifestar sobre o caso.