A Justiça Eleitoral afastou do cargo nesta 2ª feira (19.out.2026) o prefeito de Baixo Guandu (ES), Lastênio Luiz Cardoso (MDB). A investigação apura se o gestor condicionou a manutenção de 700 postos de trabalho à eleição de seu candidato no 2º turno da eleição para o governo estadual.
Em seu perfil nas redes sociais, o prefeito faz campanha para o governador Ricardo Ferraço (MDB), candidato à reeleição. Ele disputa o cargo contra Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Segundo a PF, um vídeo circulou em 10 de outubro de 2026 no qual Cardoso teria condicionado a manutenção dos empregos, a continuidade de obras e a prestação de serviços municipais ao resultado do pleito estadual. O vídeo foi depois apagado das redes do prefeito.
O candidato da oposição ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolin, se manifestou sobre a operação da PF. “Ninguém pode ter o emprego ameaçado por causa do voto. O servidor público trabalha para a população, não para um grupo político. O capixaba vai votar no dia 25 com liberdade e sem medo”, afirmou ele em nota.
Coação eleitoral
Os fatos são investigados como crimes de coação eleitoral praticada por servidor público e utilização de serviços públicos em benefício de organização política, fixados no Código Eleitoral. A PF apura também se houve uso de evento público para propaganda eleitoral.
Policiais cumpriram 2 mandados de busca e apreensão, além de busca pessoal. Materiais de campanha foram apreendidos para análise pericial. A Justiça Eleitoral suspendeu o prefeito do exercício da função e o proibiu de frequentar as dependências da prefeitura.
As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, após manifestação favorável da Procuradoria Regional Eleitoral do Espírito Santo.
O Poder360 procurou Lastênio Luiz Cardoso por meio de e-mail e mensagem no Instagram para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da ação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.
