A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou neste domingo (18.out.2026) que a morte de sua mãe por covid-19, em outubro de 2020, foi resultado da “negligência” do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi feita em vídeo publicado no perfil de Janja nas redes sociais durante a campanha do 2º turno das eleições presidenciais. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também já havia publicado um vídeo de Déa Lúcia Amaral, mãe do humorista Paulo Gustavo, que morreu em 2021 por complicações da covid-19, pedindo votos para o petista.
Janja atribuiu as mortes ocorridas durante a pandemia ao comportamento de Bolsonaro à frente do governo federal.
“Negligência do presidente Bolsonaro, que não acreditou na ciência, que indicou medicamento errado, corrupção na compra de vacinas, enfim, tudo aquilo que a gente assistiu”, disse ela no vídeo.
Janja destacou ainda: “Eu nunca vou esquecer o que aconteceu nesse país. Eu nunca vou esquecer quem foi o responsável por aquilo”. Apoiadores da reeleição do petista transformaram o lema “não podemos esquecer” em uma de suas principais estratégias de crítica contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente.
Na legenda da publicação, Janja afirma que mais de 700 mil pessoas morreram “por negligência do governo Bolsonaro” durante a pandemia de covid-19.
No material, Janja relata que sua mãe foi internada por um problema de saúde, contraiu covid-19 no hospital e não resistiu. Ela diz que havia se preparado para perder a mãe, que tinha Alzheimer, em decorrência do avanço da doença neurológica, mas não para a covid-19. “Eu vi minha mãe pela última vez no saco preto. Eu não pude me despedir da minha mãe”, declarou.
Assista ao vídeo (2min34s):
ELEIÇÕES 2026
A covid-19 foi utilizada, neste domingo (18.out), como propaganda da campanha de Lula antes do 1º debate contra Flávio, transmitido pela Band. O presidente busca uma virada histórica para garantir que continue à frente do Executivo em um 4º mandato.
No vídeo, Janja enquadra a disputa como algo além da divisão ideológica tradicional. “Hoje não é mais uma disputa entre esquerda e direita. Hoje é uma disputa de quem ama o Brasil, de quem ama as famílias brasileiras, contra aquele que não faz nada pelas famílias e só se preocupa com a sua própria família”, afirmou.
A primeira-dama também pediu que outros brasileiros que perderam parentes durante a pandemia compartilhem suas histórias. “A gente não pode esquecer. Se uma nova pandemia vem no mundo, a gente corre muito risco se a presidência estiver na mão da família Bolsonaro”, disse.


