O deputado federal André Janones (Rede-MG) convocou integrantes do canal Exército do Lula a publicar fotos usando verde e amarelo e fazendo o gesto da letra L às 9h no domingo (18.out.2026). A mobilização foi anunciada em vídeo enviado aos apoiadores.
Na gravação, Janones disse que a ação busca alcançar eleitores que defendem a democracia, mas não se identificam com a esquerda. Ele apresentou a iniciativa como uma forma de ampliar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O deputado também convocou artistas e influenciadores a participar da mobilização e usar o alcance nas redes sociais para divulgar a ação. “Então, você, formador de opinião, artista, influencer, aproveite o seu grande alcance para fazer”, declarou. Em seguida, explicou que os participantes não precisariam mencionar seu nome ou o canal: “Só convido as pessoas para amanhã às 9 da manhã postarem uma foto fazendo o L e usando o verde e o amarelo”.
Em publicação no X na 6ª feira (16.out.2026), Janones antecipou que anunciaria uma nova missão para o grupo. Ele classificou a mobilização como a mais difícil proposta até então e escreveu: “Vai ser a consagração ou a ridicularização do Exército do Lula!”.

Na 5ª feira (15.out), o deputado já havia publicado uma mensagem sobre a retomada das cores nacionais durante um ato com estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O verde e amarelo é nosso novamente!!!”.

Assista ao vídeo (6min46s):
EXÉRCITO DO LULA
Criado por Janones em 5 de outubro, o canal no WhatsApp reúne apoiadores de Lula e distribui vídeos, mensagens e orientações para a campanha. Hoje a página acumula 4,7 milhões de seguidores.
O grupo também foi alvo de uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral. A campanha de Flávio Bolsonaro pediu a suspensão do canal, alegando a divulgação de conteúdos falsos. Janones nega que tenha publicado esse tipo de material.
O canal foi alvo de decisões divergentes, que chegou a suspender e depois liberar a página. No mesmo período, a campanha de Lula informou ter registrado a página na Justiça Eleitoral.
A campanha de Flávio Bolsonaro também acusou Janones de apagar 499 mensagens do canal. Ao analisar as publicações feitas entre 2 e 11 de outubro, a área técnica do TSE não encontrou os conteúdos falsos citados na ação, mas observou que a exclusão prévia de mensagens poderia ter prejudicado a análise.


