O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pediu, nesta 3ª feira (13.out.2026), “celeridade” ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para que o inquérito das fake news seja concluído. O procedimento foi aberto em 2019.
O pedido coincide com a recente crise institucional no Supremo, na qual Moraes pediu a inclusão do ministro André Mendonça nas investigações do caso. Em resposta, a PF afirmou que vai analisar as eventuais diligências pendentes.
Durante reunião, Fachin orientou a corporação sobre como tratar menções a ministros do STF encontradas nas investigações do Banco Master.
Segundo nota conjunta divulgada pelo STF e pela PF, todas as referências identificadas devem ser enviadas ao tribunal, sem exceção, acompanhadas de contexto e “em caráter descritivo”, ou seja, sem juízo de valor.
Moraes é 1 dos 4 ministros da Corte citados nas investigações. Foi por esse motivo que o ministro pediu a inclusão de Mendonça, relator do caso Master, no inquérito. Fachin retirou logo depois o pedido de Moraes.
Fachin também deixou claro que atos de investigação contra integrantes do Supremo dependem de autorização do plenário da Corte. A ressalva, porém, não elimina a obrigação da autoridade policial de comunicar ao tribunal todas as menções a magistrados identificadas durante as apurações.
As investigações do caso Master identificaram menções, em diferentes contextos, aos ministros Dias Toffoli, Moraes, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
