O presidente do PT, Edinho Silva, disse, nesta 3ª feira (13.out.2026), que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, propôs, em reunião, diminuir a judicialização do processo eleitoral. O petista afirmou que a posição do partido é “colaborativa”, mas que a legenda defenderá a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso ela seja atingida ou agredida ou a legislação eleitoral não seja cumprida.
“Temos uma postura de colaborar, de impedir a judicialização, de diminuir o volume de medidas tomadas, mas claro, isso precede também a campanha do presidente Lula não ser agredida, não ser ofendida e que não haja um desequilíbrio na disputa”, declarou Edinho a jornalistas depois da reunião.
Edinho completou: “O que nós queremos é uma disputa que seja equilibrada, que as duas campanhas sejam tratadas da mesma forma”.
O presidente do PT afirmou que tratou com Nunes Marques e os demais ministros presentes da “questão do não cerceamento à organização nas redes sociais”. Segundo ele, “a sociedade hoje se organiza fisicamente e se organiza também nas redes sociais”.
“Uma coisa é você punir fake news, outra coisa é você impedir, proibir que a sociedade se organize por meio das redes sociais”, declarou.
O encontro com as campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL) já estava no horizonte, mas ganhou urgência depois de declarações das equipes com críticas a decisões recentes do Tribunal.
Na reunião, Nunes Marques indicou às campanhas a necessidade de ações conjuntas para prevenir condutas que possam gerar “confrontos” no 2º turno.
Outra pauta foi o aumento da judicialização das eleições. O ministro citou o registro de 162 processos de representação e direito de resposta nos 9 dias seguintes ao 1º turno de 2026. No mesmo período de 2022, foram 51, alta de 217,65%.
Nunes Marques destacou ainda o risco de decisões conflitantes e de restrição ao debate entre candidatos.
