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Janones reage à suspensão do “Exército do Lula”: “Venham pro meu perfil”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Janones reage à suspensão do “Exército do Lula”: “Venham pro meu perfil”

André Janones (Rede-MG), deputado federal reeleito e apoiador do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reagiu à suspensão de atualizações no canal de Whatsapp “Exército do Lula” mantida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Kassio Nunes Marques, nesta 3ª feira (13.out.2026).

“Mandaram derrubar o canal por 48 horas, depois ele volta ao ar, mas já estamos correndo atrás e acredito na justiça, acredito que vamos reverter. Enquanto isso venham todos pro meu perfil no Insta! Se cair eu sigo de lá até voltar ao ar”, escreveu Janones.

ENTENDA

No domingo (11.out), Nunes Marques havia do funcionamento do canal “Exército do Lula”, inicialmente até a homologação do resultado do 2º turno das eleições. O canal foi criado na 2ª feira (5.out) por Janones para mobilizar apoiadores e ajudar a campanha de Lula no 2º turno da eleição presidencial. Até o momento, o canal já conta com 4,3 milhões de seguidores.

No mesmo dia, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento do canal, inclusive com a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores. A decisão de Cueva foi posteriormente suspensa por Nunes Marques. 

Na 2ª feira (12.out), a área técnica do TSE informou que não identificou a reprodução de conteúdos anteriormente analisados pela Corte nas publicações examinadas entre 2 e 11 de outubro. A análise, porém, não abrangeu integralmente todos os vídeos e áudios publicados no canal.

A equipe técnica também registrou que algumas mensagens haviam sido apagadas ou editadas, o que impedia descartar a circulação de conteúdos irregulares no período. Na decisão desta 3ª feira, Nunes Marques afirmou que a ausência de comunicação do canal à Justiça Eleitoral, por si só, justifica a suspensão.

O ministro considerou que o canal tem ligação com a campanha de Lula e vinha sendo utilizado para propaganda eleitoral sem o registro exigido pela legislação. Para a retomada do funcionamento, será necessário informar o endereço do canal à Justiça Eleitoral, comprovar o registro no processo e observar o intervalo regulamentar de 48 horas.

Cumpridas as condições, a Presidência do TSE notificará a Meta, responsável pelo WhatsApp, para restabelecer as publicações e a entrada de seguidores. Nunes Marques marcou uma reunião para a tarde desta 3ª feira (13.out.2026) com as equipes jurídicas das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).