O PCO (Partido da Causa Operária) decidiu orientar seus eleitores a votarem nulo no 2º turno das eleições presidenciais, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi aprovada no domingo (11.out.2026), durante a 39ª Conferência Nacional da sigla, realizada em São Paulo. A informação foi divulgada nesta 2ª feira (12.out) pelo Diário Causa Operária, veículo de imprensa vinculado ao partido.
Segundo o PCO, nenhum dos candidatos à Presidência representa os interesses da classe trabalhadora. A sigla afirma que o apoio a Lula significaria subordinar os trabalhadores a uma aliança política comprometida com os interesses do “grande capital”. O partido também rejeita a candidatura de Flávio Bolsonaro, que considera contrária ao seu programa revolucionário.
O PCO apoiou Lula em 2018, antes de sua exclusão da disputa, e em 2022, mas avalia que as condições políticas mudaram durante o 3º mandato do petista. A legenda critica a política econômica do governo, o arcabouço fiscal e a aproximação com setores da direita e do STF (Supremo Tribunal Federal). Também rejeita a ideia de que seria necessário apoiar Lula para impedir a eleição de Flávio Bolsonaro, sob o argumento de defesa da “independência” política da classe trabalhadora
Em publicações no X (antigo Twitter), o presidente do partido, Rui Costa Pimenta, reforçou a posição, criticada por parte de seus apoiadores. Segundo ele, Lula não é “equivalente” a Flávio, mas para o partido isso não importa. “Nossa posição é pela independência de classe e pela revolução. Não vemos que o Lula neste momento preencha essas condições”, escreveu.
Pimenta foi candidato à Presidência. Recebeu 15.024 votos no 1º turno, o menor número entre os postulantes ao Planalto. Ele também foi um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores) em 1980 e integrou o partido até 1992.
