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Lula diz que quem votar contra fim da 6 X 1 pagará “preço”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 2ª feira (12.out.2026) que o congressista que votar contra o fim da escala 6 X 1 pagará “o preço” por isso. Lula falou a jornalistas no jardim do Palácio da Alvorada, em Brasília, depois de uma missa pelo dia de Nossa Senhora Aparecida. O petista chegou ao local acompanhado de militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), em sua maioria mulheres, e de crianças.

Questionado sobre a votação, Lula disse não ser senador, mas apostou na aprovação. “Eu acho que a maioria dos senadores vão votar o fim da escala 6 X 1”, declarou. “O cara pode não votar favorável. Mas ele paga o preço de não votar favorável. É um jogo, é pagar para ver”, declarou. Segundo ele, o Senado deve aprovar a proposta nesta semana.

Lula afirmou que a oposição tenta empurrar a votação para depois das eleições. Segundo ele, os adversários têm medo de votar contra agora e teriam “coragem” de fazê-lo só depois do 2º turno, marcado para 25 de outubro.

O governo tenta acelerar a PEC (proposta de emenda à Constituição) no Senado, conforme noticiou o Poder360. A meta é votar a proposta em 2 turnos na 4ª feira (14.out). Para isso, precisa aprovar um calendário especial, que dispensaria as 3 sessões de discussão exigidas entre os turnos.

O presidente também cobrou posição do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que é senador. Disse que ele pode “apertar o botão” e dizer se vota sim ou não. “É simples assim, não tem trauma. É apenas coragem e determinação.”

Mais cedo, no mesmo pronunciamento, Lula afirmou que a mudança é importante porque o trabalhador passaria a ter 5 dias de trabalho por semana e 2 de descanso, sem redução de salário. Ele disse que a jornada atual é “insuportável”, sobretudo para as mulheres.

Dia de Nossa Senhora Aparecida

Lula participou de missa reservada na capela do Alvorada nesta 2ª feira (12.out). A celebração foi fechada à imprensa e durou cerca de uma hora. 

Depois, o presidente falou aos jornalistas e disse que o ato homenageou o Dia das Crianças e a padroeira do Brasil, em resposta ao que ele chamou de ofensas de religiosos que “não querem respeitar a religião dos outros”.

Estiveram presentes no Alvorada nomes como:

  • a primeira-dama, Janja Lula da Silva;
  • Sidônio Palmeira, ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social);
  • Camilo Santana, ex-ministro da Educação e porta-voz da campanha;
  • Rafael Fonteles, governador do Piauí e um dos coordenadores de comunicação da campanha;
  • Margareth Menezes, ministra da Cultura;
  • Márcio Tavares, secretário-executivo do Ministério da Cultura;
  • Gilberto Carvalho, ex-ministro e antigo assessor de Lula, que também atua na campanha;
  • Fernando Igreja, chefe do cerimonial.

Militantes do MTST e crianças estavam no local. Um homem tocou violão e cantou durante o evento. Foi possível ouvir louvores vindos da capela e gritos de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.

A cerimônia foi realizada no meio da campanha de 2º turno, depois de circular fake news de que Flávio Bolsonaro tiraria da santa o título de padroeira do Brasil. Não há evidências de que ele tenha proposto isso, e o TSE mandou remover postagens sobre o tema.

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