O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 2ª feira (12.out.2026) que os alimentos continuam caros, apesar da queda da inflação acumulada no setor durante seu governo. Atribuiu parte da pressão sobre os preços às guerras da Rússia e no Oriente Médio e afirmou que o Executivo destinou mais de R$ 50 bilhões em subsídios para conter a alta dos combustíveis e evitar que o encarecimento do petróleo afete produtos como feijão, arroz, cebola e tomate.
“Encontramos um país com uma inflação de alimento de 56% nos quatro anos do governo passado. Nós reduzimos no nosso governo para 13% a inflação de alimentos nos quatro anos. E eu acho que ainda está caro”, declarou aos jornalistas nos jardins do Palácio da Alvorada, em Brasília.
Lula falou com jornalistas depois de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Chegou ao local acompanhado de militantes do MTST, em sua maioria mulheres, e de crianças.
Segundo o presidente, a guerra envolvendo a Rússia encarece os fertilizantes, enquanto o conflito no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo. Lula afirmou que o governo já destinou mais de R$ 50 bilhões em subsídios para conter a alta dos combustíveis.
“Eu sei o que é o preço da comida”, afirmou. Lula relembrou o período em que trabalhou durante a hiperinflação e disse que os consumidores têm razão em reclamar dos preços. “Nós vamos ter que encontrar um jeito de fazer com que as coisas fiquem baratas”, declarou.
Em setembro, Lula já havia comparado a inflação dos alimentos durante seus governos com a registrada na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, disse que a comida continuava cara porque a queda da inflação não havia revertido os aumentos acumulados nos preços.
Dia de Nossa Senhora Aparecida
Lula participou de uma missa reservada na capela do Palácio da Alvorada nesta 2ª feira (12.out), Dia de Nossa Senhora Aparecida. A celebração foi fechada à imprensa e durou cerca de 1 hora.
Depois, o presidente disse a jornalistas que a cerimônia homenageou o Dia das Crianças e a padroeira do Brasil. Também criticou religiosos que, segundo ele, “não querem respeitar a religião dos outros”.
Estiveram presentes no Alvorada:
- a primeira-dama, Janja Lula da Silva;
- Sidônio Palmeira, ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social);
- Camilo Santana, ex-ministro da Educação e porta-voz da campanha;
- Rafael Fonteles, governador do Piauí e um dos coordenadores de comunicação da campanha;
- Margareth Menezes, ministra da Cultura;
- Márcio Tavares, secretário-executivo do Ministério da Cultura;
- Gilberto Carvalho, ex-ministro e antigo assessor de Lula, que também atua na campanha;
- Fernando Igreja, chefe do cerimonial.
Militantes do MTST e crianças também estavam no local. Um homem tocou violão e cantou durante o evento. Foi possível ouvir louvores vindos da capela e gritos de “olê, olê, olê, Lula, Lula”.
A cerimônia foi realizada durante a campanha do 2º turno, depois da circulação de um boato de que Flávio Bolsonaro (PL) tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Não há evidências de que o senador tenha proposto a medida. O TSE determinou a remoção de publicações falsas sobre o tema.
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