A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) participou, neste sábado (10.out.2026), de uma carreata em Formosa (GO), ao lado da deputada federal Bia Kicis (PL-DF).
Michelle defendeu a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial como forma de libertar o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “preso injustamente”. O ex-chefe do Executivo foi condenado em setembro de 2025 por 5 crimes, entre eles o de tentativa de golpe de Estado.
“A gente precisa libertar o nosso capitão que está preso injustamente. E o Senado se fortaleceu com homens e mulheres corajosas. Vamos lutar pela nossa nação no Senado”, declarou. Em outro vídeo, ela disse que Flávio vencerá “de maneira pacífica” no 2º turno das eleições.
A ex-primeira-dama fez campanha para Flávio depois de se reconciliar com o enteado, com quem havia divergido publicamente. No mesmo ato, defendeu a candidatura da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), à reeleição.
RECONCILIAÇÃO
A postura de Michelle vem meses depois de um período de afastamento de Flávio. A crise político-familiar veio a público no fim de junho, depois de divergências sobre alianças eleitorais do PL e a atuação da ex-primeira-dama no PL Mulher. O desgaste chegou a colocar em dúvida a candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal.
A reconciliação começou em 23 de julho, quando Flávio publicou um vídeo pedindo desculpas à madrasta. Michelle aceitou o pedido publicamente e afirmou que a reconciliação permitiria “reconstruir uma nova relação”. O movimento ocorreu 2 dias antes da convenção que oficializou a candidatura presidencial de Flávio. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, havia afirmado naquele momento que a briga estava prejudicando a campanha.
Michelle, porém, não participou presencialmente da convenção de Flávio em 25 de julho. A expectativa dentro do partido era que o evento marcasse a 1ª aparição pública dos 2 desde o afastamento. A ex-primeira-dama retomou a interlocução com o PL e manteve o apoio à candidatura do enteado.
Em agosto, Michelle oficializou sua própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e passou a declarar publicamente apoio a Flávio na corrida presidencial.
