Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, prometeu manter o Bolsa Família e afirmou que o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), triplicou o valor do benefício. Durante encontro com prefeitos e vereadores em São Paulo neste domingo (11.out.2026), o senador criticou o reajuste feito no programa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como “merreca”.
“Não vai ter fim de Bolsa Família, foi o Bolsonaro que triplicou o valor do Bolsa Família. Como é que alguém acredita que nós acabaríamos com isso? É mentira. ‘Ah, o Flávio vai acabar com o reajuste para o salário mínimo’. Não vou acabar, eu vou manter”, declarou Flávio, que foi aplaudido pelos prefeitos e vereadores presentes.
Ao criticar o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo Lula em 17 de setembro, que elevou o valor mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, Flávio disse que o presidente teve tempo para aumentar o benefício, mas deixou a medida para perto da eleição.
“Um governo que teve 4 anos só no último mandato para poder reajustar o Bolsa Família e agora dá o reajuste faltando poucos dias para a eleição e mesmo assim uma merreca de R$ 3 por dia”, disse Flávio.
A equipe econômica do candidato do PL trabalha em uma proposta de mudança do modelo fiscal, com a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto como referência. Integrantes do grupo discutem reduzir despesas em cerca de R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões, mas ainda não há um plano completo com a discriminação dos gastos que seriam cortados. Adversário de Flávio, no 2º turno, o presidente Lula criticou a iniciativa e questionou onde será feito o corte.
O encontro foi realizado no Shopping Light, no centro de São Paulo, e organizado pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Também participaram o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os senadores eleitos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).
